Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

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Noutros lugares…

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NOUTROS LUGARES
Não é que ser possível ser feliz acabe,
quando se aprende a sê-lo com bem pouco.
Ou que não mais saibamos repetir o gesto
que mais prazer nos dá, ou que daria
a outrem um prazer irresistível. Não:
o tempo nos afina e nos apura:
faríamos o gesto com infinda ciência.

Não é que passem as pessoas, quando
o nosso pouco é feito da passagem delas.
Nem é também que ao jovem seja dado
o que a mais velhos se recusa. Não.
É que os lugares acabam. Ou ainda antes
de serem destruídos, as pessoas somem,
e não mais voltam onde parecia
que elas ou outras voltariam sempre
por toda a eternidade. Mas não voltam,
desviadas por razões ou por razão nenhuma.
É que as maneiras, modos, circunstâncias
mudam. Desertas ficam praias que brilhavam
não de água ou sol mas solta juventude.

As ruas rasgam casas onde leitos
já frios e lavados não rangiam mais.
E portas encostadas só se abrem sobre
a treva que nenhuma sombra aquece.
 
O modo como tínhamos ou víamos,
em que com tempo o gesto sempre o mesmo
faríamos com ciência refinada e sábia
(o mesmo gesto que seria útil,
se o modo e a circunstância persistissem),
tornou-se sem sentido e sem lugar.
Os outros passam, tocam-se, separam-se,
exatamente como dantes. Mas
aonde e como? Aonde e como? Quando?
Em que praias, que ruas, casas, e quais leitos,
a que horas do dia ou da noite, não sei.
Apenas sei que as circunstâncias mudam
e que os lugares acabam. E que a gente
não volta ou não repete, e sem razão, o que
só por acaso era a razão dos outros.
 
Se do que vi ou tive uma saudade sinto,
feita de raiva e do vazio gélido,
não é saudade, não. Mas muito apenas
o horror de não saber como se sabe agora
o mesmo que aprendi. E a solidão
de tudo ser igual doutra maneira.
E o medo de que a vida seja isto:
um hábito quebrado que se não reata,
senão noutros lugares que não conheço.

(Jorge de Sena)

Foto: Praia de Itaguaçu – Florianópolis, SC, Brasil

por Pedro Mendonça



Praia do Caldeirão- Florianópolis. (Guto Kuerten - Agência RBS)

"Um fim de mar colore os horizontes."
Manoel de Barros

Foto: Guto Kuerten (agência RBS) – Praia do Caldeirão – Florianópolis, SC, Brasil


Antes de nós – Ricardo Reis

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Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia vento,
E as folhas não falavam
De outro modo do que hoje.

Passamos e agitamo-nos debalde.
Não fazemos mais ruído no que existe
Do que as folhas das árvores
Ou os passos do vento

Tentemos pois com abandono assíduo
Entregar nosso esforço à Natureza
E não querer mais vida
Que a das árvores verdes.

Inutilmente parecemos grandes.
Salvo nós nada pelo mundo fora
Nos saúda a grandeza
Nem sem querer nos serve.

Se aqui, à beira-mar, o meu indício
Na areia o mar com ondas três o paga,
Que fará na alta praia
Em que o mar é o Tempo?
Ricardo Reis (heterônimo de Fernando Pessoa)

Foto: Florianópolis, SC, Brasil por Pedro Mendonça


Retratos de mulher: Lina e Lily

LINA CAVALIERI (Viterbo, Itália, 25 de dezembro de 1874 — Florença, Itália, 7 de fevereiro de 1944)

Cantora de ópera italiana, da Belle Époque, conhecida como "a mulher mais bonita do mundo".

Esposa morganática do Príncipe Alexander Bariatinski, da Rússia, e ex-atriz de variedades do Folies-Bergere de Paris, Cavalieri teve sua estréia no Teatro São Carlos de Lisboa em 1901, como Nedda, da ópera Pagliacci, de Leoncavallo.
Repetidamente fotografada por Leopold Reutlinger e eternizada em numerosos cartões-postais, Lina Cavalieri conquistou entre 1902 e 1904 as platéias da Itália, da Polônia e da aristocrática Rússia Czarista, celebrada por sua impressionante beleza, ganhando notabilidade mundial e o deslumbramento europeu.
Com luminosa expressividade, Lina Cavalieri apresentou-se em Paris em 1905, no Teatro Sarah Bernhardt, no papel-título da Ópera Fedora, de Giordano, ao lado de Enrico Caruso; consagrada na Europa e aclamada na América como "a mais bela mulher do mundo", Lina Cavalieri estreou no Metropolitan Opera House de Nova Iorque em 1906, contracenando novamente com Caruso em Fedora. Com uma audaciosa e imprevisível performance, atirando-se nos braços do tenor e beijando-o apaixonadamente na boca no final de um dueto, obteve ruidoso sucesso e as principais manchetes dos jornais do país. Tal repercussão só seria igualada posteriormente a um novo escândalo: um casamento relâmpago e proveitoso com um milionário americano.
Bela e sensual como a música de Jules Massenet, Lina Cavalieri teve no papel-título da ópera Thais, sua estréia no Palais Garnier, a 17 de junho de 1907.
Em 1913, Lina Cavalieri casou-se com o tenor francês Lucien Muratore, seu terceiro marido e com quem viveria até 1927. Em 1914, ingressou nos estúdios cinematográficos norte-americanos para estrelar Manon Lescaut, iniciando com Muratore uma série de filmes silenciosos. Afastada dos palcos desde 1922 e desfrutando da estabilidade de um quarto casamento, tragicamente desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando um bombardeio aéreo atingiu a vila em que residia próxima a Florença.

FONTE: BRASILCULT

Foi vivida nas telas por Gina Lollobrigida, em 1955, no filme "La donna piú bella del mondo"


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“O rosto de Lina Cavalieri é um verdadeiro arquetipo: a síntese de uma imagem de beleza clássica, como uma estátua grega, enigmática como a Monalisa.”

PIERO FORNASETTI (Itália, 1913-1988)

Artista milanês de múltiplos talentos e prolífico: pintor, decorador e designer, teve a sua época de ouro nos anos 60. Criou 11.000 produtos de todos os tipos: móveis, pratos, vasos, lustres, tecidos, azulejos nos quais o contraste entre realidade e ilusão é sempre presente. Entre seus temas preferidos, um dos mais recorrentes são o sol, os baralhos, arlequins, mãos, auto-retratos e balões. Mas as obras mais conhecidas são as 350 variações do rosto de uma mulher realizadas em pratos e outros objetos: Lina Cavalieri.


GALERIA LINA CAVALIERI

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LILY ELSIE  (ELSIE HODDER) (Armley, West Riding de Yorkshire, Inglaterra, 8 de abril de 1886 – Londres, Inglaterra, 16 de dezembro de 1962)
 
Atriz e cantora, uma das mais populares e mais fotografadas da Belle Époque.

Lily foi uma cantora e atriz inglesa durante a era Eduardiana. Ficou mais conhecida como protagonista da versão inglesa de “A Viúva Alegre” (opereta de Franz Lehár), em 8 de junho de 1907, em Londres.
Admirada por sua beleza e charme no palco, Elsie se tornou uma das mulheres mais fotografadas e admiradas da época. As revistas produziam suplementos especiais dedicados a ela. Sua imagem endossaria tudo: anúncios de cremes, pastas de dentes, cartões postais.
Ainda criança (chamada de "Little Elsie"), participou ativamente do mundo da música e entretenimento teatral. Viajou por toda a Inglaterra, realizando shows e peças populares, tais como "As Mil e Uma Noites", "Little Red Riding Hood" (Chapeuzinho Vermelho), Barba Azul, Os quarenta ladrões e outros.
Por volta de 1900, adotou o nome "Lily Elsie" e se juntou a uma empresa teatral (Daly`s Theatre) em Londres, trabalhando como corista e aparecendo em 14 musicais, até 1906.
Em novembro de 1911, aos vinte e seis anos, casou-se com major Ian Bullough, filho de um milionário do setor têxtil e retirou-se dos palcos.
Em 1918 fez uma participação especial no filme "The great Love" e, em 1919, no filme "Conradeship". Em 1920, mudou-se para uma aldeia em Gloucestershire, só participando de alguns eventos sociais. Em 1927, apareceu em "The Blue Train" e, em 1928, realizou seu último show, "The Truth Game".
Em 1930, o casamento infeliz de Elsie terminou em divórcio e sua saúde deteriorou-se rapidamente. Hipocondríaca, com sérios problemas mentais e fisiológicos, passou seus últimos anos em asilos e sanatórios suíços, tendo mesmo se submetido a uma cirurgia no cérebro, uma lobotomia frontal, prática comum à época. Faleceu aos 76 anos de insuficiência cardíaca e broncopneumonia, no “St. Andrew’s Hospital”, em Londres, onde viveu por 2 anos.

SITE (em inglês): LILY ELSIE


GALERIA LILY ELSIE

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Retratos de Mulher – Galeria 30 – Fotos Vintage

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Retratos de Mulher: Fotos Vintage

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Vai alta a nuvem que passa…

road to the clouds by Kuzia

Vai alta a nuvem que passa,
Branca, desfaz-se a passar,
Até que parece no ar
Sombra branca que esvoaça.
 
Assim no pensamento
Alta vai a intuição,
Mas desfaz-se em sonho vão
Ou em vago sentimento.
 
E se quero recordar
O que foi nuvem ou sentido 
Só vejo alma ou céu despido
Do que se desfez no ar.
 
Fernando Pessoa

Foto: Kuzia


Retratos de Mulher: Fotos Vintage

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Pise devagar…

Ballet dancer by Lucie Robinson (czech, born 1978)

“I have spread my dreams under your feet; Tread softly because you tread on my dreams.”

"Semeei meus sonhos onde você está pisando agora.
Pise suavemente,
porque você está pisando nos meus sonhos."

 

William Butler Yeats

(Dublin, Irlanda, 13 de Junho de 1865 – Menton, França, 28 de Janeiro de 1939)


Poesia: Os dois horizontes – Machado de Assis

PhilipPerold

Dois horizontes fecham nossa vida:

Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.

Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.

Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.

No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.

Que cismas, homem? — Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? — Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.

Dois horizontes fecham nossa vida.

Machado de Assis

Fotografia: Philip Perold


Canção

Photo by Willyam Bradberry

CANÇÃO

Fui fechar a janela ao vento.
_ Vento, por que vens aqui?
Eu amo os papéis que leio!
Fui fechar a janela ao vento
e me arrependi.

O vento dançava nos ares,
nem no céu nem no jardim,
só na sua liberdade,
o vento dançava nos ares,
isento e sem fim.

_ Vento, quero ir também contigo,
em meu coração falei.
E meu coração levou-me!
_ Mais longe do que contigo,
vento, voarei.

Cecília Meireles, 1955

Fotografia: Willyam Bladberry


Retratos de mulher: Sara (Sarita) Montiel

SARA MONTIEL – nascida María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isadora Abad Fernández
(Campo de Criptana, Ciudad Real, Castilla-La Mancha, Espanha – 10 de março de 1928 – Madri, Espanha, 8 de abril de 2013)


GALERIA SARA MONTIEL

sara-montiel-67.sara montielsara-montiel-7Sara Montiel - In the spanish film Carmen, la de Rondasara-montiel-175.sara montiel

sara-montiel-52.sara montiel

Sara Montiel em “La bella Lola” cantando La Paloma

Temas da Pintura: Espelhos–Galeria 13

ManRay

Venho do Sono,
desse fluido país
do pensamento visível,
dos endereços divinos,
dos nomes de amor,
das gloriosas ressurreições.

Venho do Sono.

Aí! distâncias profundas…
E olho-me ao espelho.

Cecília Meireles

Foto: Man Ray


Zocchi_Gulielmo_La_Vanita

GUGLIELMO ZOCCHI


maria-szantho-1898-1984-LEON ETIENNE TOURNES (France 1855-1931) La Toilette (c. 1875 )

MARIA SZANTHO                                                                               LEON ETIENNE TOURNES


Berndtson, Gunnar    The Toilet  1889Gelhay_Edouard_The_Reflection

GUNNAR BERNDTSON                                                                                 EDOUARD GELHAY


Vanity - Abbey AltsonCoquettish by Fernand Toussaint (1873-1955)

ABBEY ALTSON                                                                                   FERNAND TOUSSAINT


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CARL THOMSEN                                                                          JOHN WILLIAM WATERHOUSE


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FRANK MARKHAM SKIPWORTH



Entre o sono e sonho…

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Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre –
Esse rio sem fim.

Fernando Pessoa

Foto: Alexander Matev


Retratos de mulher: Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón
(6 de julho de 1907, Coyoacán, Distrito Federal, México – 13 de julho de 1954, Coyoacán, México)

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                            Com seu marido, o também pintor, Diego Rivera.


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Parabéns, Floripa ! Nós te amamos !

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PINTURA DE STEVE HANKS


FLORIANÓPOLIS – 286 anos


FOTOS

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Vista da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Brasil – Fotografia: Maria Cândida Lery Santos


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Sambaqui, Florianópolis, BrasilFotografia: Maria Cândida Lery Santos


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Santo Antonio de Lisboa, Florianópolis, Brasil – Fotografia: Maria Cândida Lery Santos


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Mirante da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Brasil – Fotografia: Maria Cândida Lery Santos


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Praia de Itaguaçu, Florianópolis, Brasil- Fotografia de Pedro Mendonça


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Ponte Hercílio Luz, Florianópolis, Brasil – Fotografia de Pedro Mendonça



A arte de amar…

1909

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira


Retratos de mulher- 9: Fotos vintage

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Ela foi encontrada…

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Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
        Ao sol.

Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.

Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então…

— Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.

Que venha a manhã,
Com brasas de satã,
           O dever
           É vosso ardor.

Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
       Ao sol.

Arthur Rimbaud

Foto: Pedro Mendonça



Retratos de uma mulher: Hedy Lamarr

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HEDY LAMARR, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler (Viena, Áustria, 9 de Novembro de 1913 — Altamonte Springs, Orlando, EUA, 19 de Janeiro de 2000)
Mais conhecida como atriz, também é considerada no mundo científico, por ter inventado com um colega, durante a Segunda Guerra Mundial, um sistema de comunicações para as Forças Armadas dos Estados Unidos da América, o qual serviu de base para a atual telefonia celular.

Leia mais: WIKIPEDIA



Retratos de uma mulher: Romy Schneider – 2

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ROMY SCHNEIDER

Romy Schneider, nome artístico de Rosemarie Magdalena Albach (Viena, Áustria, 23 de setembro de 1938Paris, França, 29 de maio de 1982)


Retratos de uma mulher: Sissi – GALERIA 2

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AMANDA BERGSTEDT                                                   GEORGE RAAB


Elisabeth Amalie Eugenie von Österreich-Ungarn (Munique, 24 de Dezembro de 1837 — Genebra, 10 de Setembro de 1898)


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SZÉKELY BERTALAN                                                             FRANZ RUSS


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PHILIP ALEXIUS DE LASZLO                                          GEORGE RAAB


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GYULA BENCZUR                                                LEOPOLD HOROWITZ


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HERMANN NIGG                                    FRANZ XAVER WINTERHALTER


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FRANZ XAVER WINTERHALTER


FOTOS E GRAVURAS

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VEJA TAMBÉM:  BIOGRAFIA E GALERIA 1



Rifa-se um coração…

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Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado,
muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu…"não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero…".
Um idealista…
Um verdadeiro sonhador…
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece e, mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional. Sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
" O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado,
provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus
segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
(Ricardo Labatt)


Retratos de uma mulher: Rita Hayworth

rita_hayworth-011ritahayworth00-hayworth-rita18-87-rita hayworth 2Rita Hayworth in The Strawberry Blonde (1941)

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Rita Hayworth

nome artístico de Margarita Carmen Cansino

(Nova Iorque, 17 de outubro de 1918 — Nova Iorque, EUA, 14 de maio de 1987)