Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

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GALERIA: Alfred Stevens (Bélgica)

ALFRED ÉMILE LÉOPOLD STEVENS
(Bruxelas, Bélgica, 11 de março de 1823 – Paris, França, 29 de agosto de 1906)

Proveniente de uma família envolvida com as artes visuais: seu irmão mais velho Joseph (1816-1892) e seu filho Léopold (1866-1935) eram pintores, enquanto outro irmão Arthur (1825-1899) era um negociante e crítico de arte. Seu pai, que havia lutado nas guerras napoleônicas no exército de Guilherme I, na Holanda, era colecionador de arte.
Em 1837, após a morte de seu pai, Stevens deixou o ensino médio para começar os estudos na "Académie Royale des Beaux-Arts", em Bruxelas, onde conheceu François Navez (pintor neoclássico e ex-aluno de Jacques-Louis David), diretor da academia e um velho amigo do avô de Stevens. Em 1843, foi para Paris, juntando-se a seu irmão Joseph e foi admitido na "École des Beaux-Arts", a mais importante escola de arte de Paris, onde Ingres era então professor.
Seu primeiro trabalho exibido publicamente foi em 1851, quando três de suas pinturas foram admitidas no Salão de Bruxelas. Foi premiado com uma medalha de terceira classe no Salão de Paris em 1853, e uma medalha de segunda classe na Exposição Universal de Paris em 1855.
Duas outras pinturas exibidas no Salão da Antuérpia naquele ano, introduziram temas de "la vie moderne" (mulheres modernas e elegantes), para os quais ele ficou conhecido. Em 1858, casa-se com Marie Blanc, que veio de uma rica família belga e de velhos amigos dos Stevens. Eugène Delacroix foi testemunha na cerimônia.
Em 1863, recebeu o título de Cavaleiro (Chevalier) da Legião de Honra  do governo francês e, em 1867, ganhou uma medalha de primeira classe na Exposição Universal em Paris e promovido a Oficial da Legião de Honra.
Lutou pelos franceses durante o cerco de Paris na Guerra Franco-Prussiana, mas voltou para a Bélgica com sua esposa e família antes da Comuna de Paris. Após a guerra, Stevens continuou a ser aclamado pela crítica e teve grande sucesso com os colecionadores.
Em 1878, tornou-se Comandante da Legião de Honra e recebeu outra medalha de primeira classe e, em 1881 Grande Oficial na Ordem de Leopoldo.
Durante a década de 1880, com problemas financeiros e despesas adicionais dos verões passados à beira-mar (por recomendação médica), o artista fez um acordo com um comerciante de Paris, Georges Petit, que lhe ofereceu 50.000 francos para financiar suas férias em troca das pinturas que  produzisse durante esse período. Este acordo, que durou três anos, tornou o mar um tema importante para suas obras e durante o resto de sua carreira pintou centenas de pontos de vista de resorts populares ao longo da costa da Normandia e do Midi no sul, muitos deles pintados com influência dos impressionistas.
Em 1900 foi homenageado pela "École des Beaux-Arts", em Paris, com a primeira exposição retrospectiva já dada a um artista vivo. Apoiado por patronos liderados pela "Comtesse de Greffulhe", alcançou o prestígio social e o sucesso popular. Foi o único artista vivo autorizado a expor em uma mostra retrospectiva da arte belga em Bruxelas, em 1905. Apesar dessas exibições, não conseguiu vender o suficiente de seu trabalho para superar seus problemas financeiros.  Morreu em Paris em 1906, vivendo sozinho em quartos modestos.


GALERIA ALFRED STEVENS

Alfred Stevens (1823 - 1906) - The exotic trinket

Young woman resting in a music room- Alfred Stevens (Belgian, worked in France, 1823-1906)Alfred-Stevens-TrahiePerplexit9.Alfred Stevens_

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MAIS PINTURAS: ALFRED STEVENS



Retratos de mulher: Lina e Lily

LINA CAVALIERI (Viterbo, Itália, 25 de dezembro de 1874 — Florença, Itália, 7 de fevereiro de 1944)

Cantora de ópera italiana, da Belle Époque, conhecida como "a mulher mais bonita do mundo".

Esposa morganática do Príncipe Alexander Bariatinski, da Rússia, e ex-atriz de variedades do Folies-Bergere de Paris, Cavalieri teve sua estréia no Teatro São Carlos de Lisboa em 1901, como Nedda, da ópera Pagliacci, de Leoncavallo.
Repetidamente fotografada por Leopold Reutlinger e eternizada em numerosos cartões-postais, Lina Cavalieri conquistou entre 1902 e 1904 as platéias da Itália, da Polônia e da aristocrática Rússia Czarista, celebrada por sua impressionante beleza, ganhando notabilidade mundial e o deslumbramento europeu.
Com luminosa expressividade, Lina Cavalieri apresentou-se em Paris em 1905, no Teatro Sarah Bernhardt, no papel-título da Ópera Fedora, de Giordano, ao lado de Enrico Caruso; consagrada na Europa e aclamada na América como "a mais bela mulher do mundo", Lina Cavalieri estreou no Metropolitan Opera House de Nova Iorque em 1906, contracenando novamente com Caruso em Fedora. Com uma audaciosa e imprevisível performance, atirando-se nos braços do tenor e beijando-o apaixonadamente na boca no final de um dueto, obteve ruidoso sucesso e as principais manchetes dos jornais do país. Tal repercussão só seria igualada posteriormente a um novo escândalo: um casamento relâmpago e proveitoso com um milionário americano.
Bela e sensual como a música de Jules Massenet, Lina Cavalieri teve no papel-título da ópera Thais, sua estréia no Palais Garnier, a 17 de junho de 1907.
Em 1913, Lina Cavalieri casou-se com o tenor francês Lucien Muratore, seu terceiro marido e com quem viveria até 1927. Em 1914, ingressou nos estúdios cinematográficos norte-americanos para estrelar Manon Lescaut, iniciando com Muratore uma série de filmes silenciosos. Afastada dos palcos desde 1922 e desfrutando da estabilidade de um quarto casamento, tragicamente desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando um bombardeio aéreo atingiu a vila em que residia próxima a Florença.

FONTE: BRASILCULT

Foi vivida nas telas por Gina Lollobrigida, em 1955, no filme "La donna piú bella del mondo"


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“O rosto de Lina Cavalieri é um verdadeiro arquetipo: a síntese de uma imagem de beleza clássica, como uma estátua grega, enigmática como a Monalisa.”

PIERO FORNASETTI (Itália, 1913-1988)

Artista milanês de múltiplos talentos e prolífico: pintor, decorador e designer, teve a sua época de ouro nos anos 60. Criou 11.000 produtos de todos os tipos: móveis, pratos, vasos, lustres, tecidos, azulejos nos quais o contraste entre realidade e ilusão é sempre presente. Entre seus temas preferidos, um dos mais recorrentes são o sol, os baralhos, arlequins, mãos, auto-retratos e balões. Mas as obras mais conhecidas são as 350 variações do rosto de uma mulher realizadas em pratos e outros objetos: Lina Cavalieri.


GALERIA LINA CAVALIERI

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LILY ELSIE  (ELSIE HODDER) (Armley, West Riding de Yorkshire, Inglaterra, 8 de abril de 1886 – Londres, Inglaterra, 16 de dezembro de 1962)
 
Atriz e cantora, uma das mais populares e mais fotografadas da Belle Époque.

Lily foi uma cantora e atriz inglesa durante a era Eduardiana. Ficou mais conhecida como protagonista da versão inglesa de “A Viúva Alegre” (opereta de Franz Lehár), em 8 de junho de 1907, em Londres.
Admirada por sua beleza e charme no palco, Elsie se tornou uma das mulheres mais fotografadas e admiradas da época. As revistas produziam suplementos especiais dedicados a ela. Sua imagem endossaria tudo: anúncios de cremes, pastas de dentes, cartões postais.
Ainda criança (chamada de "Little Elsie"), participou ativamente do mundo da música e entretenimento teatral. Viajou por toda a Inglaterra, realizando shows e peças populares, tais como "As Mil e Uma Noites", "Little Red Riding Hood" (Chapeuzinho Vermelho), Barba Azul, Os quarenta ladrões e outros.
Por volta de 1900, adotou o nome "Lily Elsie" e se juntou a uma empresa teatral (Daly`s Theatre) em Londres, trabalhando como corista e aparecendo em 14 musicais, até 1906.
Em novembro de 1911, aos vinte e seis anos, casou-se com major Ian Bullough, filho de um milionário do setor têxtil e retirou-se dos palcos.
Em 1918 fez uma participação especial no filme "The great Love" e, em 1919, no filme "Conradeship". Em 1920, mudou-se para uma aldeia em Gloucestershire, só participando de alguns eventos sociais. Em 1927, apareceu em "The Blue Train" e, em 1928, realizou seu último show, "The Truth Game".
Em 1930, o casamento infeliz de Elsie terminou em divórcio e sua saúde deteriorou-se rapidamente. Hipocondríaca, com sérios problemas mentais e fisiológicos, passou seus últimos anos em asilos e sanatórios suíços, tendo mesmo se submetido a uma cirurgia no cérebro, uma lobotomia frontal, prática comum à época. Faleceu aos 76 anos de insuficiência cardíaca e broncopneumonia, no “St. Andrew’s Hospital”, em Londres, onde viveu por 2 anos.

SITE (em inglês): LILY ELSIE


GALERIA LILY ELSIE

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