Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Música

Retratos de mulher: Lina e Lily

LINA CAVALIERI (Viterbo, Itália, 25 de dezembro de 1874 — Florença, Itália, 7 de fevereiro de 1944)

Cantora de ópera italiana, da Belle Époque, conhecida como "a mulher mais bonita do mundo".

Esposa morganática do Príncipe Alexander Bariatinski, da Rússia, e ex-atriz de variedades do Folies-Bergere de Paris, Cavalieri teve sua estréia no Teatro São Carlos de Lisboa em 1901, como Nedda, da ópera Pagliacci, de Leoncavallo.
Repetidamente fotografada por Leopold Reutlinger e eternizada em numerosos cartões-postais, Lina Cavalieri conquistou entre 1902 e 1904 as platéias da Itália, da Polônia e da aristocrática Rússia Czarista, celebrada por sua impressionante beleza, ganhando notabilidade mundial e o deslumbramento europeu.
Com luminosa expressividade, Lina Cavalieri apresentou-se em Paris em 1905, no Teatro Sarah Bernhardt, no papel-título da Ópera Fedora, de Giordano, ao lado de Enrico Caruso; consagrada na Europa e aclamada na América como "a mais bela mulher do mundo", Lina Cavalieri estreou no Metropolitan Opera House de Nova Iorque em 1906, contracenando novamente com Caruso em Fedora. Com uma audaciosa e imprevisível performance, atirando-se nos braços do tenor e beijando-o apaixonadamente na boca no final de um dueto, obteve ruidoso sucesso e as principais manchetes dos jornais do país. Tal repercussão só seria igualada posteriormente a um novo escândalo: um casamento relâmpago e proveitoso com um milionário americano.
Bela e sensual como a música de Jules Massenet, Lina Cavalieri teve no papel-título da ópera Thais, sua estréia no Palais Garnier, a 17 de junho de 1907.
Em 1913, Lina Cavalieri casou-se com o tenor francês Lucien Muratore, seu terceiro marido e com quem viveria até 1927. Em 1914, ingressou nos estúdios cinematográficos norte-americanos para estrelar Manon Lescaut, iniciando com Muratore uma série de filmes silenciosos. Afastada dos palcos desde 1922 e desfrutando da estabilidade de um quarto casamento, tragicamente desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando um bombardeio aéreo atingiu a vila em que residia próxima a Florença.

FONTE: BRASILCULT

Foi vivida nas telas por Gina Lollobrigida, em 1955, no filme "La donna piú bella del mondo"


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“O rosto de Lina Cavalieri é um verdadeiro arquetipo: a síntese de uma imagem de beleza clássica, como uma estátua grega, enigmática como a Monalisa.”

PIERO FORNASETTI (Itália, 1913-1988)

Artista milanês de múltiplos talentos e prolífico: pintor, decorador e designer, teve a sua época de ouro nos anos 60. Criou 11.000 produtos de todos os tipos: móveis, pratos, vasos, lustres, tecidos, azulejos nos quais o contraste entre realidade e ilusão é sempre presente. Entre seus temas preferidos, um dos mais recorrentes são o sol, os baralhos, arlequins, mãos, auto-retratos e balões. Mas as obras mais conhecidas são as 350 variações do rosto de uma mulher realizadas em pratos e outros objetos: Lina Cavalieri.


GALERIA LINA CAVALIERI

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LILY ELSIE  (ELSIE HODDER) (Armley, West Riding de Yorkshire, Inglaterra, 8 de abril de 1886 – Londres, Inglaterra, 16 de dezembro de 1962)
 
Atriz e cantora, uma das mais populares e mais fotografadas da Belle Époque.

Lily foi uma cantora e atriz inglesa durante a era Eduardiana. Ficou mais conhecida como protagonista da versão inglesa de “A Viúva Alegre” (opereta de Franz Lehár), em 8 de junho de 1907, em Londres.
Admirada por sua beleza e charme no palco, Elsie se tornou uma das mulheres mais fotografadas e admiradas da época. As revistas produziam suplementos especiais dedicados a ela. Sua imagem endossaria tudo: anúncios de cremes, pastas de dentes, cartões postais.
Ainda criança (chamada de "Little Elsie"), participou ativamente do mundo da música e entretenimento teatral. Viajou por toda a Inglaterra, realizando shows e peças populares, tais como "As Mil e Uma Noites", "Little Red Riding Hood" (Chapeuzinho Vermelho), Barba Azul, Os quarenta ladrões e outros.
Por volta de 1900, adotou o nome "Lily Elsie" e se juntou a uma empresa teatral (Daly`s Theatre) em Londres, trabalhando como corista e aparecendo em 14 musicais, até 1906.
Em novembro de 1911, aos vinte e seis anos, casou-se com major Ian Bullough, filho de um milionário do setor têxtil e retirou-se dos palcos.
Em 1918 fez uma participação especial no filme "The great Love" e, em 1919, no filme "Conradeship". Em 1920, mudou-se para uma aldeia em Gloucestershire, só participando de alguns eventos sociais. Em 1927, apareceu em "The Blue Train" e, em 1928, realizou seu último show, "The Truth Game".
Em 1930, o casamento infeliz de Elsie terminou em divórcio e sua saúde deteriorou-se rapidamente. Hipocondríaca, com sérios problemas mentais e fisiológicos, passou seus últimos anos em asilos e sanatórios suíços, tendo mesmo se submetido a uma cirurgia no cérebro, uma lobotomia frontal, prática comum à época. Faleceu aos 76 anos de insuficiência cardíaca e broncopneumonia, no “St. Andrew’s Hospital”, em Londres, onde viveu por 2 anos.

SITE (em inglês): LILY ELSIE


GALERIA LILY ELSIE

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Vídeo: Dança Cigana Espanhola

Violinista László Berki–Dança Cigana Espanhola

 

"Dança Cigana Espanhola", com o violinista húngaro László Berki (1941-1997)


“Adeus: Cinco letras que choram”…

Em amor, não há último adeus, senão aquele que se não diz.
Alexandre Dumas (França, 24 de julho de 1802 – 5 de dezembro de 1870)

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ANTONI PIOTROWSKI


john-faed-the-parting-of-evangeline-and-gabrielJohn Everett Millais: The Black Brunswicker.

JOHN FAED                                                                               JOHN EVERETT MILLAIS


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EDMUND BLAIR-LEIGHTON                                                 JAMES JACQUES JOSEPH TISSOT


Cinco letras que choram (ADEUS)

Composição: Silvino Neto

Adeus, adeus, adeus
Adeus
Adeus, adeus, adeus
Cinco letras que choram
Num soluço de dor
Adeus, adeus, adeus
É como o fim de uma estrada
Cortando a encruzilhada
Ponto final de um romance de amor

Quem parte tem os olhos rasos d’água
Sentindo a grande mágoa
Por se despedir de alguém
Quem fica, também fica chorando
Com um lenço acenando
Querendo partir também
Adeus, adeus, adeus
Adeus, adeus, adeus


“Eu tenho um companheiro inseparável”…

ALL I ASK OF YOU (do Fantasma da Ópera)  por DANIEL MENDONÇA


Leon Comerre_pierrot serenata

LEON COMERRE


The Young Guitarist (1961-1962). Abraham Leon Kroll (American, 1884–1974)Joseph_DeCamp_The_Guitar_Player_1908

ABRAHAM LEON KROLL                                                                           JOSEPH R. DE CAMP


Delphin Enjolras (francês, 1857-1945)-SOIR DE FÊTE

DELPHIN ENJOLRAS


Edward August Bell (American 1862-1953)-playing her guitarRoybet_Ferdinand_Victor_Leon_The_Guitar_Player_1865

EDWARD AUGUST BELL                                                                      FERDINAND ROYBET


malaguena-George_O_ApperleyVittorioReggianini_serenading_the_family

GEORGE OWEN WYNNE APPERLEY                                                                                                         VITTORIO REGGIANINI


Madrazo y Garreta, Raimundo de (1841-1920) - Girl With A Guitar and ParrotNicolas Mejia y Marquez - Estudiante tocando la guitarra (Laboremus). 1886

RAIMUNDO DE MADRAZO Y GARRETA                                                                NICOLAS MEJIA Y MARQUEZ



Ontem, quando eu era jovem…

ROY CLARK–Yesterday when I was young

Yesterday when I was young
The taste of life was sweet as rain upon my tongue.
I teased at life as if it were a foolish game,
The way the evening breeze may tease a candle flame.
The thousand dreams i dreamed, the splendid things I
Planned
I always built alas on weak and shifting sand.
I lived by night and shunned the naked light of the
Day
And only now i see how the years ran away.

Yesterday when I was young
So many drinking songs were waiting to be sung,
So many wayward pleasures lay in store for me
And so much pain my dazzled eyes refused to see.
I ran so fast that time and youth at last ran out,
I never stopped to think what life was all about
And every conversation i can now recall
Concerned itself with me and nothing else at all.

Yesterday the moon was blue
And every crazy day brought something new to do.
I used my magic age as if itwere a wand
And never saw the waste and emptiness beyond.
The game of love I played with arrogance and pride
And every flame I lit too quickly quickly died.
The friedns I made all seemed somehow to drift away
And only I am left on stage to end the play.
There are so many songs in me that won’t be sung,
I feel the bitter taste of tears upon my tongue.
The time has come for me to pay for yesterday when I Was young

Jan Jacobus Matthijs Damschroeder (1825 - 1905) - An elegant lady at a window ledge

TRADUÇÃO

Ontem, quando eu era jovem
O gosto da vida era doce como a chuva em minha língua.
Eu brincava com a vida como se ela fosse um jogo bobo
Assim como a brisa da noite brinca com a chama de uma vela.
Os milhares de sonhos que sonhei, as coisas esplêndidas que
Planejei
Eu sempre construí em areia fraca e mutante.
Eu vivia pela noite e me escondia da luz do
Dia
E só agora eu vejo como os anos se passaram.

Ontem quando eu era jovem
Tantas músicas sedentas por serem cantadas
Tantos prazeres caprichosos esperando por mim
E tanta dor que meus olhos confusos recusaram ver.
Eu corri tão rápido que o tempo e a juventude enfim se foram,
Eu nunca parei para pensar sobre o significado da vida
E cada conversa que me lembro
Falava sempre de mim e de mais nada.

Ontem a lua era azul
E cada dia louco trazia algo novo para fazer.
Eu usava minha idade mágica como se fosse uma varinha de condão
E nunca enxerguei o desperdício e o vazio por trás de tudo.
O jogo do amor que eu joguei com arrogância e orgulho
E cada chama que acendi muito rápido, muito rápido se foi.
Os amigos que fiz parecem ter desaparecido de alguma forma
E só eu fiquei no palco para terminar a peça.
Existem tantas músicas em mim que não serão cantadas,
Sinto o gosto amargo das lágrimas em minha língua.
O tempo chegou em que tenho que pagar pelo ontem,
Quando eu era jovem.

Pintura: Jan Jacobus Matthijs Damschröder

Letra e tradução: letras.mus.br



Retratos de mulher: Sara (Sarita) Montiel

SARA MONTIEL – nascida María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isadora Abad Fernández
(Campo de Criptana, Ciudad Real, Castilla-La Mancha, Espanha – 10 de março de 1928 – Madri, Espanha, 8 de abril de 2013)


GALERIA SARA MONTIEL

sara-montiel-67.sara montielsara-montiel-7Sara Montiel - In the spanish film Carmen, la de Rondasara-montiel-175.sara montiel

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Sara Montiel em “La bella Lola” cantando La Paloma

LIBIAMO, LIBIAMO…

 

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BELISARIO GIOJA                                                                                                   JOHN COLLIER


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AUGUST HERMANN KNOOP


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LUDOVICO MARCHETTI


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GEORGE GOLDWIN KILBURNE


 

Libiamo, libiamo ne’lieti calici (brindisi)  – "la traviata"

Alfredo:

Libiamo, libiamo ne’lieti calici che la belleza infiora.
E la fuggevol ora s’inebrii a voluttà.
Libiamo ne’dolci fremiti
Che suscita  l’amore,
Poiché quell’ochio al core
Omnipotente va.

Libiamo, amore fra i calici
Più caldi baci avrà.

Todos:
Libiamo, amore fra i calici
Più caldi baci avrà.

Violetta:
Tra voi, tra voi saprò dividere    il tempo mio giocondo
Tutto è follia nel mondo ciò
Che non è piacer.
Godiam, fugace e rapido
E’il gaudio dell’amore,
E’un fior che nasce e muore,
Ne più si può goder.
Godiam, c’invita un fervido accento lusighier.

Todos:
Godiamo, la tazza e il cantico la notte abbella e il riso. in questo paradiso ne sopra
Violetta:
La vita è nel tripudio

Alfredo:
Quando non s’ami ancora.

Violetta:
Nol dite a chi l’ignora,

Alfredo:
E’ il mio destin così…

Todos:
Godiamo, la tazza e il cantico la notte abbella e il riso; in questo paradiso ne sopra il nuovo dì.

Alfredo:

Bebamos, bebamos deste cálice de alegria
Isto reforça a beleza

Que o fugaz instante
Prevaleça sobre a volúpia
Bebamos àquele doce êxtase
Que desperta o amor
O poder do olhar penetrante
É apontado direto do coração

Bebamos ao amor, e nossas bebidas
Tornarão nossos beijos mais ardentes

Todos:
Ah, Bebamos
Nossas bebidas tornarão nossos beijos mais ardentes

Violetta:
Com todos vocês
Eu vou aprender a compartilhar meu lazer em minha casa
A vida é uma loucura, e só o prazer conta

Vamos nos desfrutar, porque o amor queima rápido
Uma flor que floresce e morre
Nunca foi para durar
Portanto revele e alegre-se
Lance uma sedutora voz!

Todos:
Seja feliz, o vinho e os cantos
E os risos embelezam a noite
Deixe o novo dia nos encontrar neste paraíso
Violetta: A vida é celebração

Alfredo:
Se você conhece o amor

Violetta:
não me diga que nunca teve

Alfredo:
Este parece ser meu destino

Todos:
Seja feliz, o vinho e o canto
E os risos embelezam a noite
Deixe o novo dia nos encontrar neste paraíso

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Uno

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Uno
Música : Mariano Mores.
Letra : Enrique Santos Discépolo

Uno busca lleno de esperanzas
el camino que los sueños
prometieron a sus ansias
sabe que la lucha es cruel y es mucha
pero lucha y se desangra
por la fe que lo empecina
Uno va arrastrándose entre espinas
y en su afán de dar su amor
sufre y se destroza hasta entender
que uno se ha quedado sin corazón
Precio de castigo que uno entrega
por un beso que no llega
o un amor que lo engañó
vacío ya de amar y de llorar
tanta traición.
Si yo tuviera el corazón
el corazón que di
si yo pudiera como ayer
querer sin presentir
Es posible que a tus ojos
que me gritan su cariño
los cerrara con mis besos
sin pensar que eran como esos
otros ojos, los perversos,                                                                                          
los que hundieron mi vivir
Si yo tuviera el corazón
el mismo que perdí
si olvidara a la que ayer
lo destrozó y pudiera amarte
me abrazaría a tu ilusión
para llorar tu amor



Música: E por falar em anjos…

JACKIE EVANCHO

Será de alegria, será de tristeza ? – (3)

MENSAGEM

(Composição: Cícero Nunes e Aldo Cabral)

Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou
Com uma carta na mão
Ah! De surpresa, tão rude,
Nem sei como pude chegar ao portão
Lendo o envelope bonito,
O seu sobrescrito eu reconheci
A mesma caligrafia que me disse um dia
"Estou farto de ti"
Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria, será de tristeza ?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais


ISAURINHA GARCIA – MENSAGEM (1946)


Alfred_Edward_Chalon01ElisabethKeyser

ALFRED EDWARD CHALON                                                        ELISABETH KEYSER


Becchi-Luigi-The-Letter

LUIGI BECCHI


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BELMIRO DE ALMEIDA


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ARTHUR M. HAZARD


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CARLTON ALFRED SMITH                                                          ALMEIDA JUNIOR


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FRANK STONE                                                                   JOSEPH CARAUD


CarlHerpferthe-letter-henry-john-hudson

CARL HERPFER                                                               HENRY JOHN HUDSON


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JESSIE E. GORST                                                          JAMES CARROLL BECKWITH



Qualquer semelhança é mero plágio…

O homem nasce original e morre plágio, disse Millôr Fernandes. Na Grécia Antiga, quando não havia editoras profissionais nem o ECAD, direito autoral e originalidade não eram questões relevantes, e Platão e Aristóteles surrupiavam na cara dura as ideias mais geniais de seus alunos e discípulos, bem como de outros filósofos. De Shakespeare a Tom Jobim, são muitos os baluartes da cultura acusados de cometer plágio sistematicamente, mas conta a favor deles o fato de terem melhorado sensivelmente o que quer que tenham copiado.

O plágio apresenta diferentes nomenclaturas conforme a sua área de atuação. Na literatura é mais conhecido como intertextualidade; na universidade, como citação; na música, como releitura. Também recebe os nomes de influência, apropriação, imitação, adaptação, referência, transposição, homenagem, etc. No rock n’roll o plágio é comum e bem aceito, tanto é que o Led Zeppelin, para muitos a maior banda de todos os tempos, tem um longo rol de cópias e versões não creditadas, especialmente nos três primeiros discos.

Nos vídeos abaixo podemos conferir algumas músicas que impressionam pela cara de pau ou pela genialidade com que o compositor se apropriou de outra, transformando o original num pastiche ou em algo infinitamente superior. Mas esse julgamento fica por conta de cada um. A eles:

LINK: UMBIGODE 

(Daniel Mendonça)



Cuesta abajo…

CUESTA ABAJO

Si arrastré por este mundo
La verguenza de haber sido
El dolor de ya no ser
Bajo el ala del sombrero.
Cuántas veces, embozada,
Una lágrima asomada yo no pude contener

Si crucé por los caminos
Como un paria que el destino
Se empeño en deshacer

Si fui flojo, si fui ciego,
Solo quiero que hoy comprenda
El valor que representa el coraje de querer.

Era, para mi la vida entera
Como un sol de primavera
Mi esperanza y mi pasión,
Sabía que en el mundo no cabía.
Toda la humilde alegra de mi pobre corazón

Ahora cuesta abajo en mi rodada
Las ilusiones pasadas
Ya no las puedo arrancar.
Sueño, con el pasado que añoro,
El tiempo viejo que hoy lloro
Y que nunca volverá

Por seguir tras de sus huellas
Yo bebí incansablemente.
En la copa de dolor

Pero nadie comprendía
Que si todo yo le daba
En cada vuelta dejaba
Pedazos de corazón.

Ahora triste en la pendiente,
Solitario y ya vencido,
Yo me quiero confesar,
Si aquella boca mentía,
El amor que me ofrecía,
Por aquellos ojos brujos
Yo habra dado siempre más

Era, para mi la vida entera
Como un sol de primavera
Mi esperanza y mi pasión,
Sabía que en el mundo no cabía
Toda la humilde alegra de mi pobre corazón

Ahora cuesta abajo en mi rodada
Las ilusiones pasadas
Ya no las puedo arrancar

Sueño, con el pasado que añoro,
El tiempo viejo que hoy lloro
Y que nunca volverá…

HamishBlakerly-hbs

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Se arrastei por esse mundo
A vergonha de ter sido
A dor de já não ser
Sob a aba do chapéu
Quantas vezes abafado
Uma lágrima que caía não pude conter

Se cruzei pelos caminhos
Como um pária que o destino
Se empenhou em desfazer

Se fui frouxo, se fui cego
Só quero que compreenda hoje
O valor representado pela coragem de amar

Era, para mim a vida inteira
Como um sol de primavera
Minha esperança e paixão,
Sabia, que no mundo não cabia
Toda a humilde alegria de meu pobre coração

Agora rolei declive abaixo
As ilusões passadas
Já não as posso arrancar
Sonho, com o passado que anseio
O tempo antigo que choro
Que nunca voltará

Por seguir suas pegadas
Bebi incansavelmente
Na taça da dor

Mas ninguém entendia
E se tudo que eu dava
A cada volta deixava
Pedaços de coração.

Agora triste na encosta
Solitário e já vencido,
Eu quero me confessar,
Se essa boca mentia,
O amor que me oferecia,
Por aqueles olhos bruxos
Eu dava sempre mais

Era, para mim a vida inteira
Como um sol de primavera
Minha esperança e paixão,
Sabia, que no mundo não cabia
Toda a humilde alegria de meu pobre coração

Agora rolei declive abaixo
As ilusões passadas
Já não as posso arrancar

Sonho, com o passado que anseio
O tempo antigo que choro
E que nunca voltará…



Esse obscuro objeto do desejo (Amy Winehouse)

Amy-Winehouse

Do blog UMBIGODE:

Esse obscuro objeto do desejo (sobre Amy Winehouse)

por Daniel Mendonça

Se o destino fosse um daqueles torcedores de futebol terrivelmente babacas que gostam de aparecer na televisão, depois de saber da morte de Amy Winehouse levantaria um cartaz escrito “eu já sabia!”. O que se sucede à morte de qualquer artista com tanto apelo midiático quanto o da cantora inglesa nós também já sabemos. Repetiu-se à exaustão que sua morte era questão de tempo, como se existisse alguma morte que não o fosse. Também se disse muito a respeito de sua influência no cenário pop atual, em que a cada semana surge uma nova cantora branca com voz de negra e influenciada por sons sessentistas, e também em como se transformou em ícone fashion e de comportamento. Vieram os já esperados comentários laudatórios da crítica, apressada em definir logo qual é o lugar de Amy na linha do tempo do pop e na posteridade – a maior cantora do século XXI, como afirmou Nelson Motta ? símbolo da idolatria desafetuosa e agressiva de nossa época, em que parte do público vai aos shows dela unicamente para rir de suas patetiquices ? o último suspiro de contracultura no universo pop ?

Difícil interpretar um fenômeno de cultura enquanto estamos tão entranhados nele, enquanto não conseguimos afastar a saturação de suas imagens e sentidos. Amy parecia querer viver até o limite a “aventura da modernidade”, no intervalo entre o desejo de voar e a força bruta que prende os pés no chão. Pouco sabemos sobre suas falas, seu pensamento, sua visão de mundo. Aos jornalistas ela se calava, como quem se recusa a participar de um debate em que todos falam ao mesmo tempo. Suas canções eram tudo o que estava do lado visível de seu discurso. Era “moderna” no sentido de estar próxima ao repertório simbólico de sua época e ao mesmo tempo expressar certo desprezo a suas convenções. A curiosidade e admiração provocadas por ela vieram sobremaneira de suas contradições aparentes: era inglesa mas fazia música americana; era branca e magrela mas possuía uma voz de cantora negra gorda; no mesmo álbum cuja canção de abertura desdenha do alcoólicos anônimos há versos como So just lately/ when I catch myself I do a 180/ I stay up, clean the house/ at least I’m not drinking (um breve instante de autocomiseração, arrependimento, vontade de mudar de rumo, de cortar os excessos ?); compositora quase despretensiosa, escreveu pelo menos cinco ou seis canções que podem ser chamadas de obras-primas sem que isso pareça demasiado eufórico.

Em relação aos aspectos não musicais, contudo, a figura de Amy parece deslocada do tempo. Há muito não aparecia uma mulher que pretendesse representar novamente aquele espírito de Janis Joplin, de culto aos excessos, aos gestos radicais, à voz que liberta o “uivo reprimido pelo decoro”, como escreveu Walt Whitman, poeta do século XIX que testemunhou a emergência do herói romântico – maldito, rebelde e que constantemente flerta com a morte. Em 1965 Pete Townshed cantava I hope I die before I get old, mas hoje, aos 65, não se importa em ser ou parecer velho. A moralidade dominante neste princípio de século diz que é melhor viver mais tempo, com “qualidade de vida”, passando da dieta macrobiótica aos exercícios antiflacidez; nas novelas os galãs não oferecem uísque às mulheres que deseja levar para a cama, pois todos os que bebem são alcoólatras que podem ou não “se redimir” a tempo; a rebeldia não precisa ser genuína, basta expressar-se cosmeticamente na fala, nos gestos e na roupa; vivemos talvez o auge da utopia da caretice.

Nós quisemos acreditar que Amy Winehouse, no auge de sua porralouquice débil, fosse uma rebelde autêntica, libertária, sacana, provocadora, debochada. Mas sua morte veio mostrar que tudo isso não passava de uma metáfora vazia, de um brilho fugaz apagado por uma narrativa tediosamente óbvia, e passada a histeria inicial tudo volta à normalidade, como se estivéssemos apenas enterrando mais um cadáver adiado da contracultura, o que costuma acontecer a cada 15 ou 20 anos.

Em “Crepúsculo dos ídolos”, Nietzsche diz que as pessoas póstumas são mais mal compreendidas do que aquelas ligadas ao seu próprio tempo, por serem ouvidas com mais clareza. Mas acrescenta que a autoridade dos póstumos vem justamente do fato de não serem compreendidos. Não sabemos se o que está reservado à recém-póstuma é o olimpo ou o limbo, ou ainda se essa incompreensão lhe garantirá autoridade. Amy Winehouse não pretendeu viver sem limites porque sabia que limitar-se é unicamente prerrogativa da vida, o que mostram suas pouco mais de 20 composições que conhecemos, todas de algum modo escancarando suas limitações: “não posso”, “não consigo”, “não vou”. O “não” é limite, mas é também apelo, dissonância, fuga. Nossa personagem do momento pode ter desejado essa imortalidade com que a mitologia premia os deuses, porém será necessário que reinventemos a narrativa de sua tragédia para que esta volte a fazer sentido algum dia. Viver é mesmo um pecado mortal.



Os “garotos” de Liverpool: The Beatles

GALERIA – THE BEATLES

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PAUL MC CARTNEY, JOHN LENNON, GEORGE HARRISON E RINGO STARR

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Paul Mc Cartney – John Lennon



Escultura…

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ESCULTURA
Composição : Adelino Moreira

Cansado de tanto amar
Eu quis um dia criar
Na minha imaginação
Um mulher diferente,
De olhar e voz envolvente,
Que atingisse a perfeição.

Comecei a esculturar
No meu sonho singular
Essa mulher fantasia:

Dei-lhe a voz de Dulcinéia,
A malícia de Frinéia
E a pureza de Maria.

Em Gioconda fui buscar
O sorriso e o olhar;
Em Du Barry o glamour
E para maior beleza
Dei-lhe o porte de nobreza
De madame Pompadour.

E assim, de retalho em retalho
Terminei o meu trabalho,
O meu sonho de escultor
E quando cheguei ao fim
Tinha diante de mim
Você, só você, meu amor…

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monalisa_detail1Du_BarryFrançoisBoucher-MPompadour




Y todo a media luz…

Han-Wu_Shen_quiet-night

A MEDIA LUZ

Corrientes tres cuatro ocho,
Corrientes três quatro oito,
 
segundo piso, ascensor;
segundo andar, elevador;

no hay portero ni vecinos
não há porteiro nem vizinhos
 
adentro, cocktel y amor.
dentro, coquetel e amor.
 
Pisito que puso Maple,
Sótão fornecido por Maple,
 
piano, estera y velador…
piano, tapete e abajur…
 
un telefon que contesta,
um telefone que responde,

una vitrola que llora
uma vitrola que chora

viejos tangos de mi flor,
velhos tangos de minha juventude,

y un gato de porcelana
e um gato de porcelana

pa que no maulle el amor.
para que não "mie" o amor.

Y todo a media luz,
E tudo à meia luz,

es un brujo el amor,
é um bruxo o amor,

a media luz los besos,
à meia luz os beijos,

a media luz los dos…
à meia luz os dois…

Y todo a media luz,
e tudo à meia luz,
 
crepusculo interior,
crespúsculo interior,
 
que suave terciopelo
que suave veludo
 
la media luz de amor.
à meia luz do amor.
 

Juncal doce veinticuatro,
Ramal doze vinte e quatro,
 
telefonea sin temor;
telefone sem temor;

de tarde, te con masitas,
de tarde, chá com biscoitos,

de noche, tango y cantar;
de noite, tango e cantar;

los domingos, te danzante,
aos domingos, chá dançante,
 
los lunes, desolación.
às segundas, desolação.
 
Hay de todo en la casita:
Há de tudo nesta casinha:
 
almohadones y divanes
almofadas e sofás
 
como en Botica Coco,
como em Butique Coco (Chanel),

alfombras que no hacen ruido
tapetes que não fazem ruído

y mesa puesta al amor…
e mesa posta para o amor…

 Y todo a media luz,
e tudo à meia luz,
 
crepusculo interior,
crespúsculo interior,
 
que suave terciopelo
que suave veludo
 
la media luz de amor.
à meia luz do amor.

Nota: "mie" (v.miar) giria com sentido de "estragar".

Fonte: Paixão e Romance

Pintura: Han Wu Shen


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Alexandre Louis Patry                                                                                                     Peter Wilhelm Ilsted


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Luis Graner                                                                                                   Marcel Rieder


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Petrus Van Schendel                                                                                                  Charles Spencelayh


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Petrus Van Schendel


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Andries Vermeulen                                                                                                        Pavel Bryullov


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Delphin Enjolras



Vídeo: Eugene de Blaas

Eugene de Blaas–Música: La Paloma–Violinos de São Paulo

 

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Vídeo: Sertaneja

isabelguerra11 

Uma das minhas músicas favoritas…

Ok! Não é do meu tempo, não… É de 1939 – mas traz lembranças do meu pai, minha mãe e de um mundo distante, onde me refugio às vezes em busca do…do que mesmo ? – amanhã, talvez eu saiba !

Por ora, não há como não se comover diante da simplicidade, da voz de Orlando Silva e destas lembranças que, teimosamente, ressurgem !!!

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SERTANEJA

Composição: René Bittencourt
Interpretação: Orlando Silva

Sertaneja, se eu pudesse,
se Papai do Ceú me desse
o espaço pra voar,
eu corria a natureza,
acabava com a tristeza,
só pra não te ver chorar…
Na ilusão deste poema,
eu roubava um diadema
lá do céu, pra te ofertar.
E, onde a fonte rumoreja,
eu erguia, a tua igreja,
e dentro dela o teu altar.
Sertaneja, por que choras quando eu canto.
Sertaneja, se este canto é todo teu?
Sertaneja, pra secar os teus olhinhos,
vai ouvir os passarinhos
que cantam mais do que eu!
A tristeza do teu pranto
é mais triste quando eu canto
a canção que eu te escrevi.
E os teus olhos, nesse instante,
brilham mais que a mais brilhante
das estrelas que eu já vi…
Sertaneja, vou-me embora,
a saudade vem agora,
a alegria, vem depois…
Vou subir por essas serras,
construir, lá noutras terras,
um ranchinho pra nós dois!…
Sertaneja, por que choras quando eu canto.
Sertaneja, se este canto é todo teu?
Sertaneja, pra secar os teus olhinhos,
vai ouvir os passarinhos
que cantam mais do que eu!


Ao mundo nada importa: gira, gira…

noite1

 
Yira, yira

Cuando la suerte qu’es grela
fayando y fayando
te largue parao…
Cuando estés bien en la vía,
sin rumbo, desesperao…
Cuando no tengas ni fe,
ni yerba de ayer
secándose al sol…
Cuando rajés los tamangos
buscando este mango
que te haga morfar…
La indiferencia del mundo
que es sordo y es mudo
recién sentirás.

Verás que todo es mentira
verás que nada es amor
que al mundo nada le importa
Yira… Yira…
Aunque te quiebre la vida,
aunque te muerda un dolor,
no esperes nunca una ayuda,
ni una mano, ni un favor.

Cuando estén secas las pilas
de todos los timbres
que vos apretás,
buscando un pecho fraterno
para morir abrazao…
Cuando te dejen tirao,
después de cinchar,
lo mismo que a mí…
Cuando manyés que a tu lado
se prueban la ropa
que vas a dejar…
te acordarás de este otario
que un día, cansado,
se puso a ladrar.

Gira, gira

Quando a sorte que é curta
falhando, falhando
te deixe na mão;
Quando estejas em meio à rua,
sem rumo, desesperado;
Quando não tenhas nem fé;
nem erva de ontem
secando-a ao sol;
Quando fures os sapatos
buscando esse dinheiro
que mate a tua fome
a indiferença do mundo
que é surdo e mudo
recém sentirás…

Verás que tudo é mentira
verás que nada é amor,
que ao mundo nada importa,
Gira..Gira..
Mesmo que a vida te quebre
Mesmo que te "morda" a dor
não esperes nunca uma ajuda
uma mão, um favor.

Quando estejam gastas as pilhas
de todas as campainhas
que vás a apertar,
Buscando um peito fraterno
para morrer abraçado..
Quando te deixem atirado
depois de muito lutar
o mesmo que eu.
Quando te dês conta que a teu lado
experimentam a tua roupa
que deixarás..
Lembrarás deste otário
que um dia, cansado,
começou a gritar!!!

Fonte: Blog do Genaro


Joshua Bell

Joshua Bell.

Photo by Chris Lee

Joshua David Bell (Bloomington, EUA, 9 de Dezembro de 1967)

Considerado “pop star da música clássica” graças à inquestionável qualidade de sua técnica musical, à sua plural atividade profissional (solista, músico de câmara e regente) e à beleza física que o levou a receber da revista People o título de uma das 50 pessoas mais bonitas do mundo, o norte-americano Joshua Bell encanta plateias de todo o planeta há quase três décadas, desde sua estreia, aos 14 anos, no Carnegie Hall. E a presença de Bell se faz constante também fora do universo erudito, seja como garoto-propaganda de perfume, participando como ele mesmo de programas de televisão e filmes, ou executando a trilha sonora de longas-metragens famosos – o exemplo mais recente é “Anjos e Demônios”, de 2009; e o mais famoso, “O Violino Vermellho”, de 1998, filme em que ele participou como solista e cuja trilha sonora foi vencedora do Oscar.

Em janeiro de 2007, a convite do crítico Gene Wingarten, do The Washington Post, Joshua Bell pôs debaixo do braço seu Stradivarius Gibson de 1713, pelo qual pagou US$ 3,5 milhões e foi tocar numa estação de metrô da capital americana. Alguns passantes depositaram trocados na caixa do violino (pouco mais de 32 dólares, na soma final), mas não se detiveram para ouvir o músico que, três dias antes, lotara uma das principais salas de concerto de Boston, com ingressos a uma média de 100 dólares. A reportagem ganhou o Pulitzer e na ocasião ele disse: “Era uma sensação estranha, de que as pessoas estavam me ignorando. Mas ali minhas expectativas baixaram muito e comecei a perceber, com alegria, o mínimo sinal de reconhecimento”.

Saiba Mais: RTP

PARE E OUÇA !

 

Em junho deste ano, Joshua Bell esteve em São Paulo com os jovens da Sinfônica de Heliópolis, formada por jovens de 18 a 24 anos, por conta de uma parceria da entidade com o Instituto Baccarelli, antigo trabalho de formação musical realizado na favela. Foi recebido pelos alunos da classe infantil de violino do instituto. Tocaram para ele "Brilha, Brilha, Estrelinha", mas acoplando à melodia tradicional americana ritmos brasileiros que fizeram o violinista ensaiar uns passinhos. Assista ao vídeo:

 

Violão Câmara Trio (1994)

No dia 11 de dezembro de 1994, os músicos Henrique Pinto, Angela Muner e Jardel Costa Filho (Violão Câmara Trio) se apresentaram no Espaço Cultural "José Elias Bunemer" (Lins, SP).

O vídeo destaca as músicas: Dimantina (de Toninho Horta) e Variações sobre o tema Mulher Rendeira (de M.Liberalquino). Acompanhem:


HENRIQUE PINTO

Como formação musical inicia com Sérgio Scarpiello, estudando sucessivamente com Manoel São Marcos, Isaías Sávio, Carlos Barbosa Lima, José Thomaz (Santiago de Compostela-Espanha) e Abel Carlevaro (Uruguai); harmonia, contraponto, análise e interpretação com Guido Santórsola e Mario Ficarelli. Sua trajetória como professor é bastante intensa, tendo ministrado aulas na: Fundação das Artes de São Caetano do Sul, Conservatório Musical Brooklin Paulista. Posteriormente recebe o título de “Notório Saber”, expedido pelo MEC, por seu currículo como concertista e camerista, passando a lecionar em faculdades, como:Instituto Normal de Música , Faculdade Mozarteum de São Paulo, e São Judas Tadeu. Hoje leciona na FAAM-FMU, Escola Municipal de Música e particularmente. Tem editado uma série de trabalhos didáticos pela Ricordi Brasileira, Seu “Ciranda da Seis Cordas” foi reeditado na Itália e é utilizado em escolas de música de vários países da Europa. Como integrante do “Violão-Câmara-Trio, lançou em 1989 um LP, que foi comentado pelo maestro Júlio Medaglia como “….um dos melhores discos de música instrumental do ano”. Coordenou cursos de técnica e interpretação violonística na Faculdade Mozarteum de São Paulo e Conservatório Musical Brooklin Paulista. Hoje é organizador dos concursos e Seminários do Conservatório Musical Souza Lima. Tem participado como membro-presidente de Bancas Examinadoras para seleção de docentes universitários-cadeira de violão. Organiza e coordena a série de recitais “Projeto-Violão no MASP”. Foi articulista da revista Cover Guitarra (Brasil) e Guitarreando (Portugal) e atualmente escreve para Guitar Player do Brasil e Violão Intercâmbio. É membro da Academia Paulista de Música, ocupando a cadeira que pertenceu ao professor Isaías Sávio. É integrante do “Violão-Câmara-Trio”, e do duo cello “Violãocellando”. Faz parte do Conselho da Academia de Violão da cidade Koblenz (Alemanha).

ANGELA MUNER 

A violonista Ângela Muner nasceu na cidade de São Paulo e iniciou seus estudos sob a orientação de seus pais, professores Ilso Muner e Tereza Clotilde Muner. Estudou técnica e interpretação violonística com Isaías Sávio, Geraldo Ribeiro e Henrique Pinto. Completou sua formação musical (harmonia, contraponto, história da música, estética e composição) com os professores Ângelo Camin, Wenceslau Nasari Campos, Marilia Pine, Ricardo Risek, Mário Ficarelli, Reinaldo Garrido Russo e Sérgio Vasconcellos Corrêa.
Participou como recitalista e professora em importantes cursos, Seminário Internacional de Porto Alegre, Cursos de técnica e interpretação violonística realizados em vários estados do Brasil e, a convite da Câmara de Comércio de Medellín, realizou tournée na Colômbia em 1983 e 1984.
Desenvolve intensa atividade como solista e camerista. Formou duos com Herry Schumann (oboé), Ilka Machado (soprano), Ilso Muner (cravo), Paulinho Nogueira (violão) e Edson Lopes (violonista). Gravou o CD "Violão Câmara Trio" juntamente com os violonistas Henrique Pinto e Giácomo Bartoloni.
Em 1995, em estréia mundial, foi solista do "Concerto do Agreste" para violão e orquestra, obra do compositor Sérgio Vasconcellos Corrêa, dedicada a Ângela Muner: Em São Paulo sob a regência de Eleazar de Carvalho e no Rio de Janeiro, com a Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, sob a regência do maestro André Cardoso.
Lançou em 1996 o CD "Ângela Muner Interpreta Música Espanhola", recebendo por parte da crítica as mais elogiosas referências.

JARDEL COSTA FILHO

Solista, camerista, didata e arranjador, tem abrangente formação em música popular e erudita. iniciou seus estudos como autodidata e completou sua formação com os professores Domingos Semenzatto, Pedro Cameron (Conservatório Dramático e Musical de Tatuí), Henrique Pinto (técnica e interpretação violonística), Paulinho Nogueira (música popular) e Reinaldo Garrido Russo (composição, análise e arranjo). Deu aulas em importantes cursos de Técnica e Interpretação Violonística, realizados em todo país.


Maestro Charles Franz: A arte da improvisação

DSC02487 Charles Franz

Nascido na Alemanha.

Estudos de piano com o pedagogo russo Misha Jessel, discípulo do famoso pianista e compositor Ferruccio Busoni.

Aulas magistrais com o pianista russo Alexander Uninsky e com Daniel Ericourt.

Recitais oferecidos em vários auditórios internacionais, entre eles o Carnegie Hall de Nova Iorque, os da Faculdade de Direito e Medicina de Buenos Aires, o Camping Musical de Bariloche, etc… e numerosos concertos em salas menores nas cidades de Buenos Aires, Los Angeles e na  Alemanha.

No ano de 1983, ano de sua chegada ao Brasil, realizou cinco concertos no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Durante seis anos, foi diretor do Charles Franz´s Studios of New York e, durante doze anos, do Instituto Charles Franz de Buenos Aires.

Participação em congressos de musicoterapia e desenvolvimento de cursos de seu método de ensino em várias entidades da Sociedade Argentina e Compositores de Música.

Especializado na arte da improvisação nos estilos dos grandes mestres.

– (Retrato de Charles Franz por RMendonça)


Apresentou-se no Espaço Cultural José Elias Bunemer (Lins, SP), em 1 de julho de 1995. Acompanhem:

    

Em algum lugar do passado


   

Romaria



Reminiscências: Espaço Cultural “José Elias Bunemer” (1994 – 1996)

Um belo sobrado, construído em 1938/1940, no coração da cidade de Lins (SP), pertencente à família Bunemer, foi o lugar escolhido por mim e pelo meu marido, Plínio, para  abrigar um Espaço Cultural. Este palacete, – com fachada composta de arcos e colunas no plano inferior e terraço superior, paredes internas das salas pintadas à maneira “trompe l´oeil”, tetos trabalhados e ornamentados por lustres da época, vitrais (um representando uma cena árabe, outro um vaso de flores), escada de madeira em balanço -, foi restaurado e abrigou um elenco de vivências culturais: artes plásticas (pintura, escultura), artes cênicas (teatro, dança), artes visuais (fotos, cine, vídeos), música, literatura, história e artes gráficas, além de uma locadora de livros. Apresentou exposições, promoveu cursos, palestras, concursos, tendo se dedicado também a publicações e pesquisas. Ao dar-me conta que, em 2009, quase quinze anos nos separam destes momentos tão marcantes, procuro, através de vídeos, textos, fotos, resgatar algumas destas vivências neste acolhedor Espaço.


A soprano italiana MARIA LETIZIA TEDESCHI e o pianista JOÃO CARLOS PARREIRA apresentaram-se em 14 de janeiro de 1995. Apreciem sem moderação: 

     

Serenata (Schubert)


      

Ave Maria (Schubert)


LINK: http://www.youtube.com/watch?v=t6vh4wpl_BA

Clip Alegre Menina