Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

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Retratos de mulher: Lina e Lily

LINA CAVALIERI (Viterbo, Itália, 25 de dezembro de 1874 — Florença, Itália, 7 de fevereiro de 1944)

Cantora de ópera italiana, da Belle Époque, conhecida como "a mulher mais bonita do mundo".

Esposa morganática do Príncipe Alexander Bariatinski, da Rússia, e ex-atriz de variedades do Folies-Bergere de Paris, Cavalieri teve sua estréia no Teatro São Carlos de Lisboa em 1901, como Nedda, da ópera Pagliacci, de Leoncavallo.
Repetidamente fotografada por Leopold Reutlinger e eternizada em numerosos cartões-postais, Lina Cavalieri conquistou entre 1902 e 1904 as platéias da Itália, da Polônia e da aristocrática Rússia Czarista, celebrada por sua impressionante beleza, ganhando notabilidade mundial e o deslumbramento europeu.
Com luminosa expressividade, Lina Cavalieri apresentou-se em Paris em 1905, no Teatro Sarah Bernhardt, no papel-título da Ópera Fedora, de Giordano, ao lado de Enrico Caruso; consagrada na Europa e aclamada na América como "a mais bela mulher do mundo", Lina Cavalieri estreou no Metropolitan Opera House de Nova Iorque em 1906, contracenando novamente com Caruso em Fedora. Com uma audaciosa e imprevisível performance, atirando-se nos braços do tenor e beijando-o apaixonadamente na boca no final de um dueto, obteve ruidoso sucesso e as principais manchetes dos jornais do país. Tal repercussão só seria igualada posteriormente a um novo escândalo: um casamento relâmpago e proveitoso com um milionário americano.
Bela e sensual como a música de Jules Massenet, Lina Cavalieri teve no papel-título da ópera Thais, sua estréia no Palais Garnier, a 17 de junho de 1907.
Em 1913, Lina Cavalieri casou-se com o tenor francês Lucien Muratore, seu terceiro marido e com quem viveria até 1927. Em 1914, ingressou nos estúdios cinematográficos norte-americanos para estrelar Manon Lescaut, iniciando com Muratore uma série de filmes silenciosos. Afastada dos palcos desde 1922 e desfrutando da estabilidade de um quarto casamento, tragicamente desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando um bombardeio aéreo atingiu a vila em que residia próxima a Florença.

FONTE: BRASILCULT

Foi vivida nas telas por Gina Lollobrigida, em 1955, no filme "La donna piú bella del mondo"


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“O rosto de Lina Cavalieri é um verdadeiro arquetipo: a síntese de uma imagem de beleza clássica, como uma estátua grega, enigmática como a Monalisa.”

PIERO FORNASETTI (Itália, 1913-1988)

Artista milanês de múltiplos talentos e prolífico: pintor, decorador e designer, teve a sua época de ouro nos anos 60. Criou 11.000 produtos de todos os tipos: móveis, pratos, vasos, lustres, tecidos, azulejos nos quais o contraste entre realidade e ilusão é sempre presente. Entre seus temas preferidos, um dos mais recorrentes são o sol, os baralhos, arlequins, mãos, auto-retratos e balões. Mas as obras mais conhecidas são as 350 variações do rosto de uma mulher realizadas em pratos e outros objetos: Lina Cavalieri.


GALERIA LINA CAVALIERI

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LILY ELSIE  (ELSIE HODDER) (Armley, West Riding de Yorkshire, Inglaterra, 8 de abril de 1886 – Londres, Inglaterra, 16 de dezembro de 1962)
 
Atriz e cantora, uma das mais populares e mais fotografadas da Belle Époque.

Lily foi uma cantora e atriz inglesa durante a era Eduardiana. Ficou mais conhecida como protagonista da versão inglesa de “A Viúva Alegre” (opereta de Franz Lehár), em 8 de junho de 1907, em Londres.
Admirada por sua beleza e charme no palco, Elsie se tornou uma das mulheres mais fotografadas e admiradas da época. As revistas produziam suplementos especiais dedicados a ela. Sua imagem endossaria tudo: anúncios de cremes, pastas de dentes, cartões postais.
Ainda criança (chamada de "Little Elsie"), participou ativamente do mundo da música e entretenimento teatral. Viajou por toda a Inglaterra, realizando shows e peças populares, tais como "As Mil e Uma Noites", "Little Red Riding Hood" (Chapeuzinho Vermelho), Barba Azul, Os quarenta ladrões e outros.
Por volta de 1900, adotou o nome "Lily Elsie" e se juntou a uma empresa teatral (Daly`s Theatre) em Londres, trabalhando como corista e aparecendo em 14 musicais, até 1906.
Em novembro de 1911, aos vinte e seis anos, casou-se com major Ian Bullough, filho de um milionário do setor têxtil e retirou-se dos palcos.
Em 1918 fez uma participação especial no filme "The great Love" e, em 1919, no filme "Conradeship". Em 1920, mudou-se para uma aldeia em Gloucestershire, só participando de alguns eventos sociais. Em 1927, apareceu em "The Blue Train" e, em 1928, realizou seu último show, "The Truth Game".
Em 1930, o casamento infeliz de Elsie terminou em divórcio e sua saúde deteriorou-se rapidamente. Hipocondríaca, com sérios problemas mentais e fisiológicos, passou seus últimos anos em asilos e sanatórios suíços, tendo mesmo se submetido a uma cirurgia no cérebro, uma lobotomia frontal, prática comum à época. Faleceu aos 76 anos de insuficiência cardíaca e broncopneumonia, no “St. Andrew’s Hospital”, em Londres, onde viveu por 2 anos.

SITE (em inglês): LILY ELSIE


GALERIA LILY ELSIE

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Retratos de uma mulher: Sara Bernhardt

Hans Makart
Sarah Bernhardt
1881
96 x 53 cm
Salzburger Museum Carolino Augusteumsarah bernhardt-mucha

HANS MAKART                                                                                             ALPHONSE MUCHA


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GIUSEPPE DE NITTIS                                                                                                      JULES  BASTIEN LEPAGE


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RENE LELONG                                                                                        LEON GOUPIL


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ANDY WARHOL                                                                                                   WALTER SPINDLER


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GEORGE CLAIRIN


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ALPHONSE MUCHA


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FOTOS

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BIOGRAFIA



Raul Cortez

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Raul Christiano Machado Pinheiro de Amorim Cortez

(São Paulo, SP, 28 de agosto de 1932 – São Paulo, SP, 18 de junho de 2006)

De família espanhola, Raul Cortez não se tornou advogado, como era o desejo de seu pai. Durante o curso de direito, apaixonou-se pela arte de representar. O pai nunca o perdoou e jamais o viu atuar.
A estréia de Raul Cortez nos palcos foi em "Eurídice", contracenando com Cleyde Yaconis e Walmor Chagas. Pouco depois já integrava a Companhia Cacilda Becker. Ator de teatro, cinema e televisão, em 50 anos de carreira, participou de mais de 20 peças e de 30 filmes. Por cinco vezes recebeu o prêmio Molière.
Nos palcos, representou protagonistas ou personagens essenciais de obras clássicas ou de vanguarda, de autores universais como Molière, Gorki, Edward Albee e Jean Genet, ou ainda de dramaturgos nacionais, como Nelson Rodrigues, Oduvaldo Vianna Filho e Mário Bortolotto. Também atuou sob a direção de nomes de destaque na cenografia brasileira: Ziembienski, José Celso Martinez Correa e Antunes Filho.
Conquistou fama junto a um público mais amplo ao participar de telenovelas, na Rede Globo. Na telinha, protagonizou personagens inesquecíveis como os italianos Jeremias Berdinazi, em "O Rei do Gado" (1996), e Francesco Magliano em "Terra Nostra" (1999).
O sucesso na TV, entretanto, não o levou a deixar de lado o teatro. No ano 2000, fez o "Rei Lear", de Shakespeare, contracenando com a filha Ligia Cortez. Seu último trabalho foi uma participação na minissérie "JK" exibida pela rede Globo no início de 2006.
Raul Cortez foi casado com a atriz Célia Helena e a promoter Tânia Caldas, e teve duas filhas. Fonte: UOL Educação



Dulcina de Moraes

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Dulcina de Moraes (Valença, RJ,  3 de fevereiro de 1908 – Brasília, DF, 28 de agosto de 1996)

Uma das maiores atrizes do teatro brasileiro, Dulcina de Moraes nasceu em berço artístico, sendo seus pais os atores Átila e Conchita de Moraes. A atriz estreou nos palcos na década de 20, e nos anos seguintes tornou-se um dos maiores nomes do nosso teatro, cuja companhia, `Dulcina-Odilon´, com seu marido e ator Odilon Azevedo, assinou grandes montagens. Segundo registro da Enciclopédia do Cinema Brasileiro, Dulcina de Moraes teria declarado seu desinteresse pelo cinema por achá-lo ´demasiadamente mecânico´. Em 1941, porém, ela se associou ao diretor e produtor da Cinédia – o primeiro grande estúdio de cinema surgido na década de 30 – Adhemar Gonzaga, para a realização do filme ´Vinte e Quatro Horas de Sonho´. O filme foi dirigido por Chianca de Garcia e produzido por Dulcina-Odilon e pela Cinédia. ´Vinte e Quatro Horas de Sonho´ não foi bem de bilheteria, dando prejuízo para os realizadores e, segundo a Enciclopédia, Dulcina teria declarado: ´não voltaremos a fazer cinema´. A atriz cumpriu a palavra e continuou sua carreira no teatro, veículo onde fez história e se tornou referência para inúmeros artistas, como a grande Marília Pêra. Dulcina de Moraes faleceu em Brasília, cidade onde se radicou e se dedicou à Fundação Brasileira do Teatro, sem as láureas que merecia pela sua importância nas artes cênicas brasileiras.

Saiba mais: Memorial da Fama



Guarnieri

guarnieriGianfrancesco Sigfrido Benedetto Martinenghi de Guarnieri (Milão, Itália, 6 de Agosto de 1934 — São Paulo, SP,  22 de Julho de 2006)

Filho de músicos antifascistas que decidiram mudar-se para o Rio de Janeiro em 1936, quando ele tinha dois anos.
Em 1955, Guarnieri fixou-se em São Paulo e, com Oduvaldo Viana Filho, fundou o Teatro Paulista do Estudante, que depois se uniu ao Teatro de Arena, que seria um dos centros de resistência cultural e de conscientização popular no início do regime militar implantado em 1964.
Guarnieri escreveu em 1956 sua primeira peça, "Eles Não Usam Black-tie". Montada em 1958, pelo Teatro de Arena, a peça transformou-se num marco da dramaturgia brasileira, ao retratar a luta operária, a divisão de classes e os conflitos sociais referentes ao proletariado. Seguiram-se as peças "Gimba" (1959), "A semente" (1961) e "O Filho do Cão" (1964).
Com o diretor e dramaturgo Augusto Boal, Guarnieri montou duas peças entre os anos de 1965 e 1967: "Arena conta Zumbi" e "Arena conta Tiradentes".
As peças de Guarnieri renderam muitas parcerias musicais. Entre as músicas que compôs, algumas se tornaram sucessos da música popular brasileira, como "Upa Neguinho" e "Marta Saré", em parceria com Edu Lobo, e "Mesa de Bar" e "Um Grito Parado no Ar", que compôs com Toquinho.
Guarnieri passou a trabalhar na televisão em 1967, atuando na telenovela "À Hora Marcada", da TV Tupi. Desde então, participou de várias telenovelas, seriados e minisséries, sobretudo na Rede Globo, e escreveu inúmeros textos para o teatro.
Foi secretário municipal de Cultura de São Paulo entre 1984 e 1986.
Desde 2001 sofria de insuficiência renal crônica. Morreu de complicações gerais decorrentes da doença, depois de uma internação de 49 dias. Deixou cinco filhos e sete netos. (Fonte: Educação UOL)


BOB FOSSE

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Robert Louis Fosse

(Chicago, EUA, 23 de Junho de 1927 – Washington, EUA, 23 de Setembro de 1987)

Dançarino, coreógrafo e diretor.

Pouco reconhecido no meio cinematográfico, mas de importância considerável para a dança e o teatro musical do final do século XX, Bob Fosse começou sua carreira artística muito cedo, pois seu pai trabalhava em uma vaudeville, e desde os 13 anos já se apresentava com um pequeno grupo de dança. Coreografou e atuou em vários filmes musicais e criou versões de filmes para o palco, como The Pajama Game (1957) Sweet Charity, Pippin (1972), e Chicago (1975, inspirado no filme homônimo dirigido por Frank Urson em 1927.

Além de oito Tony Awards, Fosse foi a única pessoa até hoje a ganhar num só ano, em 1973, Oscar, Tony e Emmy pela direção de Cabaret (1972), marco em sua carreira, na carreira de Liza Minelli e na história do cinema.


 

Bob Fosse com Tommy Rall – filme: My sister Elleen (1955)


 


Procópio Ferreira

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Procópio Ferreira, nascido João Álvaro de Jesus Quental Ferreira (Rio de Janeiro, RJ, 8 de julho de 1898 — Rio de Janeiro, RJ, 18 de junho de 1979)

Ator brasileiro cujo talento pessoal e prolongada e eclética atividade nos palcos o consagrou como um dos maiores nomes do teatro brasileiro. Nasce no dia de São Procópio, prenome que adotaria anos mais tarde na carreira artística.
Estréia em 1916 na comédia francesa L’Ange du Foyer (Amigo, Mulher e Marido), após abandonar a faculdade de direito para fazer teatro e ser expulso de casa pelo pai. O sucesso de crítica e público chega no início dos anos 20, com A Juriti, peça de Viriato Correia e Chiquinha Gonzaga. Em 1924 funda a Companhia Procópio Ferreira, na qual trabalha até meados dos anos 50 como produtor, diretor e ator principal. Famoso pela interpretação de peças de Molière, é convidado em 1945 para exibir-se em Paris. Gosta de encenar autores consagrados, como França Júnior, Martins Pena e José de Alencar, além de peças escritas especialmente para sua companhia. Também atua no cinema, em filmes como Berlim na Batucada (1944), O Comprador de Fazendas (1951), O Homem dos Papagaios (1953), A Sogra (1954) e Crônica da Cidade Amada (1965).  Em 62 anos de carreira atuou em 461 peças no Brasil e na Europa. Seu maior sucesso foi "Deus lhe Pague", remontado pela filha Bibi Ferreira em São Paulo, em 1999. A peça foi encenada pela primeira vez em 1932, no Teatro Serrador, no Rio de Janeiro e registrou a incrível marca de 3.621 montagens em 30 anos, no Brasil e também na Europa. SAIBA MAIS


"A vida na sua simplicidade é banalíssima. Sem o magnetismo da arte toda natureza é nula".


MONÓLOGO DAS MÃOS

Procópio Ferreira

Para que servem as mãos?
As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever…
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvaram o trono da França e apagaram a auréola do famoso revolucionário. Múcio Cévola queimou a mão que, por engano, matou Porcena.
Foi com as mãos que Jesus amparou Madalena; com as mãos Davi agitou a funda que matou Golias. As mãos dos Césares romanos decidiram a sorte dos gladiadores vencidos na arena; Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência; os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com mãos vermelhas como signo de morte! Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros não encontraram.
A mão serve para o herói empunhara espada e o carrasco, a corda; O operário construir e o burguês destruir; O bom amparar e o justo punir; O amante acariciar e o ladrão roubar; O honesto trabalhar e o viciado jogar. Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba! Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva. Com as mãos tapamos os olhos para não ver e com elas protegemos a vista para ver melhor. Os olhos dos cegos são as mãos. As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes; no volante da aeronave atiram-nos para as alturas, como os pássaros. O autor do “homo Rebus” lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida; a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem. Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.

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A mão aberta, acariciando, mostra a bondade; fechada e levantada, mostra a força e o poder; empunha a espada, a pena e a cruz! Modela os mármores e os bronzes; dá cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza. Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza; doce e piedosa nos afetos, medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos. O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade. O noivo para casar-se pode a mão de sua amada; Jesus abençoava com as mãos; as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes. Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias. E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem. Quando nascemos, para nos levar à carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino. E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida. E as mãos dos amigos nos conduzem…
E as mãos dos coveiros nos enterram!


Zilka Salaberry

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Zilka Salaberry de Carvalho
(Rio de Janeiro, RJ, 31 de maio de 1917 – Rio de Janeiro, RJ, 11 de março de 2005)
Atriz brasileira de grande sucesso com personagens inesqueciveis de novelas como a Sinhana de Irmãos Coragem, Donana Medrado de O Bem Amado e, como a Dona Benta do Sítio do Pica-Pau Amarelo, personagem que mais marcaria sua carreira. Devido a sua atuação neste seriado infantil, Zilka passou a fazer parte da infancia de várias gerações de brasileiros, sendo sempre reconhecida pelo público como a Vovó Benta.
De família de artistas, era filha da atriz e radialista Luiza Nazareth e irmã das atrizes Alair Nazareth e Lourdes Mayer. Foi casada com o ator Mário Salaberry.
Zilka protagonizou o primeiro nu de uma artista brasileira no teatro carioca, em 1950 na peça A Copa do mundo. Quando ela tirava o maiô, as luzes se apagavam. Fonte: Wikipedia



Jardel Filho

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Jardel Frederico Bôscoli

(São Paulo, SP, 24 de julho de 1927 – Rio de Janeiro, RJ, 20 de fevereiro de 1983)

Filho de um empresário de espetáculos musicais, Jardel Frederico de Boscoli Filho e da atriz Lodia Silva, ele foi aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro e estreou no teatro aos dezesseis anos, com a peça "Desejo", de Eugene O’Neill, em montagem dirigida por Zbigniew Ziembiński. Pela interpretação, recebeu o Prêmio de Revelação do Ano.
Com a morte do pai e levado pelas mãos de Miroel Silveira, Jardel entrou para o teatro na década de 40 e nunca mais largou a carreira artística.
Com a peça Jezebel, ganhou medalha de ouro da ABCT. Trabalhou na Companhia Cinematográfica Vera Cruz, para a qual fez, entre outros, filmes como Floradas na serra e Uma pulga na balança.
Fez parte do elenco de trinta filmes, entre outros, Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, Pixote, de Hector Babenco, ‘Terra em Transe, obra-prima de Glauber Rocha e filme emblemático do Cinema Novo; e "O bom burguês" de Oswaldo Caldeira, em 1982.
Versátil, trabalhou ainda em televisão, atuando em várias novelas de sucesso, como O Bofe, de Bráulio Pedroso, Verão vermelho e O bem-amado, de Dias Gomes, O homem que deve morrer, Fogo sobre terra e Coração alado, todas de Janete Clair e Brilhante de Gilberto Braga.
Ele morreu em plena atividade, vítima de um ataque cardíaco em sua casa numa manhã de sábado, quando gravava os últimos vinte capítulos da novela "Sol de verão" na Rede Globo, fazendo com que o fim do folhetim fosse antecipado.

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Plinio Marcos

Plínio Marcos de Barros

(Santos, SP,  29 de setembro de 1935 — São Paulo,SP,  19 de novembro de 1999)

Foi um dos mais importantes autores de teatro brasileiro da segunda metade do século XX. Nascido em 1936, no Macuco em Santos , o autor foi um pouco de tudo na vida: estivador, camelô, artista de circo, de teatro e, finalmente autor. Quando iniciou no teatro, Nelson Rodrigues disse tratar-se do mais importante autor surgido na década de 60. Entre suas peças mais conhecidas e encenadas figuram, "Dois perdidos numa noite suja", "Barrela" (censurada durante o regime militar) e "Navalha na Carne", hoje considerada um clássico do teatro brasileiro.
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“Eu, há dezessete anos (1973) sou um dramaturgo.
Há dezessete anos, pago o preço de nunca escrever para agradar os poderosos.
Há dezessete anos tenho minha peça de estréia (Barrela) proibida.
A solidão, a miséria, nada me abateu, nem me desviou do meu caminho de crítico da sociedade, de repórter incômodo e até provocador.
Eu estou no campo.
Não corro.
Não saio.
E pago qualquer preço pela pátria do meu povo”.
(Plínio Marcos)


Paulo Gracindo

Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, mais conhecido como Paulo Gracindo
(Rio de Janeiro, RJ, 16 de junho de 1911 — Rio de Janeiro, RJ, 4 de setembro de 1995)
 
De presença marcante nas artes cênicas brasileiras ao longo de mais de meio século, criou um grande número de personagens memoráveis, numa carreira que abarcou desde textos da dramaturgia clássica (como O preço, de Arthur Miller, e Gata em teto de zinco quente, de Tennessee Williams) até a comédia televisiva. A televisão lhe proporcionou sucessos como o Primo Rico do programa Balança mas não cai, fazendo dupla com Brandão Filho. No cinema, trabalhou com Leon Hirszman (A falecida, 1965), Glauber Rocha (Terra em transe, 1967), Antônio Carlos Fontoura (Copacabana me engana, 1968), Adhemar Gonzaga (Salário mínimo, 1970), Arnaldo Jabor (Tudo bem, 1978) e Bruno Barreto (Amor bandido, 1978, e Romance da empregada, 1988). (fonte:Mundo da TV) 
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DINA SFAT

Dina Kutner, mais conhecida como Dina Sfat
(São Paulo, 28 de outubro de 1938 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1989)
Atriz brasileira de grande destaque, com trabalhos em teatro, cinema e televisão durante as décadas de 60, 70 e 80. Nesse último veículo, destacou-se em papéis de enorme carga dramática durante a década de 70 em telenovelas de autoria de Janete Clair, tais como Selva de Pedra, Fogo sobre Terra e O Astro. Seu último trabalho foi o filme O Judeu lançado postumamente, doze anos depois.Defendeu a liberdade de expressão durante o regime militar, quando estava no auge de seu sucesso na televisão.
Participou também da luta das mulheres por uma cidadania plena, e sua maior contribuição neste sentido foi posar para a capa da Revista Isto É com um cartaz defendendo a descriminalização do aborto. Foi casada com o ator e diretor Paulo José, com quem teve três filhas, entre elas Bel Kutner, que também é atriz.
Publicou um livro autobiográfico Palmas Pra Que Te Quero (1988), onde falava de sua vida
com transparência, desde a infância, a adolescência, o primeiro namorado, até as contrariedades da família com sua opção pela carreira artística, e até sobre o câncer, manifestado, a princípio, no seio.
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SARAH BERNHARDT

Sarah Bernhardt, pseudônimo de Henriette Rosine Bernard
(Paris, 22 de outubro de 1844  – Paris, 26 de março de 1923)
Foi a melhor atriz francesa do século XIX. Filha ilegítima de uma cortesã holandesa, Julie Benard, ela foi abandonada pela mãe e criada em um convento. Por insistência e influência de um amante de sua mãe, o duque de Morny – meio-irmão de Napoleão III –, Sarah entrou para o Conservatório de Paris. Ela depois passou por várias companhias teatrais, incluindo a Comédie-Française (o teatro nacional) e Odéon. Suas interpretações apaixonadas conquistaram o público, que a apelidou de a Divina Sarah, e lhe deram muitos amigos íntimos famosos, como o escritor Victor Hugo e o príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VII da Inglaterra. Obteve o maior êxito com A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. A atriz fez turnês pelo Oriente Médio, pela América do Norte (em diversas ocasiões) e por toda a Europa.Veio ao Brasil quatro vezes, as duas primeiras ainda durante o reinado de D. Pedro II. Na última visita, durante uma encenação, sofreu um acidente que lhe gerou sérios problemas em sua perna e que culminou, anos depois, em sua morte.

"Quem deseja estudar o amor sempre será discípulo."



EUGENE O`NEILL

Eugene Gladstone O’Neill
(Nova York, 16 de Outubro de 1888 – 27 de Novembro de 1953)
Era filho de uma família de atores de origem irlandesa. Com seu trabalho, ele contribuiu para a inovação no teatro moderno dos Estados Unidos. Suas obras, entre 1916 e 1942, refletem um desenvolvimento estilístico do naturalismo para o realismo simbólico por meio do expressionismo. Seus temas versavam sobre a busca supérflua da felicidade, o sentido e a relação do homem com Deus, os conflitos e os sentimentos de culpa em situações extremas. O’Neill teve uma juventude inquieta: abandonou os estudos e procurou estabelecer-se como vendedor, marinheiro, garimpeiro e repórter. Por volta de 1914, encontrou o que procurava: começou a estudar Arte Dramática em Harvard e entrou para um grupo de teatro experimental. Nesse período, foi representada sua primeira peça em um ato, Além do Horizonte. A este sucesso seguiram-se outros. Recebeu quatro vezes o Prêmio Pulitzer (em 1920, 1922, 1928 e 1940) e o Prêmio Nobel de Literatura em 1936. Sua principal obra é a trilogia dramática em 13 atos, Electra e os Fantasmas. Trata-se da adaptação do
mito grego Electra para a Nova Inglaterra do século XIX, em que o autor transmite uma atitude crítica para com a falsa moral norte-americana. Outras de suas obras importantes são The Emperor Jones (1920), The Great God Brown (1927), Longa Jornada para a Noite (1941) e A Moon for the Misbegotten (1942).

 

BERTOLT BRECHT

Bertolt Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898 — Berlim, 14 de Agosto de 1956) foi um influente dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX.
Nascido Eugen Berthold Friedrich Brecht na Baviera, Brecht estudou medicina e trabalhou como ordenança num hospital em Munique durante a Primeira Grande Guerra. Depois da guerra mudou-se para Berlim, onde o influente crítico, Herbert Ihering, lhe chamou a atenção para a apetência do público pelo teatro moderno. Já em Munique, as suas primeira peças (Baal e Trommeln in der Nacht) foram levadas ao palco e Brecht conheceu Erich Engel com quem veio a trabalhar até ao fim da sua vida. Em Berlim, a peça Im Dickicht der Städte, protagonizado por Fritz Kortner e dirigido por Engel, tornou-se no seu primeiro sucesso.
Depois de Hitler eleito em 1933 Brecht não estava totalmente seguro na Alemanha Nazista, exilando-se na Austria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos. Abertamente contra o nazismo, escreveu várias novelas como: : Galileu, Mãe Coragem e Seus Filhos, Mr Puntila and His Man Matti, The Resistible Rise of Arturo Ui, O Círculo de Giz Caucasiano, A boa Pessoa Sezuan. (Wikipédia)
 
 
"Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso."
 
"Os autores não conseguem escrever tão rápido como os governos fazem guerras; porque o escrever requer trabalho de pensar."
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Nada É Impossível De Mudar
 
Desconfiai do mais trivial ,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
 

Cacilda Becker

Cacilda Becker tinha apenas 1,62 m de altura,era magra e dona de uma voz fraquíssima,mas encantava as platéias, como uma verdadeira diva. Seu mito resiste até hoje,alimentado por sua personalidade carismática. Funcionava como a “mãe” da classe teatral: abrigou muitos colegas em sua casa e protegeu outros tantos das perseguições políticas do regime militar. Paulista de Pirassununga, Cacilda Becker Yáconis teve uma infância muito pobre. O pai abandonou a família e a mãe, professora primária, criou sozinha as três filhas. Cacilda queria ser bailarina e chegou a aprender dança clássica “com os pés descalços”, como costumava lembrar. Acabou no teatro por falta de opções – e nunca mais separou-se dele. Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, dois filmes e uma novela – além de outras participações na tevê. Cacilda provocava paixões avassaladoras e teve três maridos. Em 6 de maio de 1969, durante o espetáculo Esperando Godot, que encenava com o marido Walmor Chagas, Cacilda sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda com as roupas de seu personagem. Morreu após 39 dias de coma.

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