Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Posts com tag “Música

Retratos de mulher: Lina e Lily

LINA CAVALIERI (Viterbo, Itália, 25 de dezembro de 1874 — Florença, Itália, 7 de fevereiro de 1944)

Cantora de ópera italiana, da Belle Époque, conhecida como "a mulher mais bonita do mundo".

Esposa morganática do Príncipe Alexander Bariatinski, da Rússia, e ex-atriz de variedades do Folies-Bergere de Paris, Cavalieri teve sua estréia no Teatro São Carlos de Lisboa em 1901, como Nedda, da ópera Pagliacci, de Leoncavallo.
Repetidamente fotografada por Leopold Reutlinger e eternizada em numerosos cartões-postais, Lina Cavalieri conquistou entre 1902 e 1904 as platéias da Itália, da Polônia e da aristocrática Rússia Czarista, celebrada por sua impressionante beleza, ganhando notabilidade mundial e o deslumbramento europeu.
Com luminosa expressividade, Lina Cavalieri apresentou-se em Paris em 1905, no Teatro Sarah Bernhardt, no papel-título da Ópera Fedora, de Giordano, ao lado de Enrico Caruso; consagrada na Europa e aclamada na América como "a mais bela mulher do mundo", Lina Cavalieri estreou no Metropolitan Opera House de Nova Iorque em 1906, contracenando novamente com Caruso em Fedora. Com uma audaciosa e imprevisível performance, atirando-se nos braços do tenor e beijando-o apaixonadamente na boca no final de um dueto, obteve ruidoso sucesso e as principais manchetes dos jornais do país. Tal repercussão só seria igualada posteriormente a um novo escândalo: um casamento relâmpago e proveitoso com um milionário americano.
Bela e sensual como a música de Jules Massenet, Lina Cavalieri teve no papel-título da ópera Thais, sua estréia no Palais Garnier, a 17 de junho de 1907.
Em 1913, Lina Cavalieri casou-se com o tenor francês Lucien Muratore, seu terceiro marido e com quem viveria até 1927. Em 1914, ingressou nos estúdios cinematográficos norte-americanos para estrelar Manon Lescaut, iniciando com Muratore uma série de filmes silenciosos. Afastada dos palcos desde 1922 e desfrutando da estabilidade de um quarto casamento, tragicamente desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando um bombardeio aéreo atingiu a vila em que residia próxima a Florença.

FONTE: BRASILCULT

Foi vivida nas telas por Gina Lollobrigida, em 1955, no filme "La donna piú bella del mondo"


lina c.-fornasetti

 

“O rosto de Lina Cavalieri é um verdadeiro arquetipo: a síntese de uma imagem de beleza clássica, como uma estátua grega, enigmática como a Monalisa.”

PIERO FORNASETTI (Itália, 1913-1988)

Artista milanês de múltiplos talentos e prolífico: pintor, decorador e designer, teve a sua época de ouro nos anos 60. Criou 11.000 produtos de todos os tipos: móveis, pratos, vasos, lustres, tecidos, azulejos nos quais o contraste entre realidade e ilusão é sempre presente. Entre seus temas preferidos, um dos mais recorrentes são o sol, os baralhos, arlequins, mãos, auto-retratos e balões. Mas as obras mais conhecidas são as 350 variações do rosto de uma mulher realizadas em pratos e outros objetos: Lina Cavalieri.


GALERIA LINA CAVALIERI

EttaDupont-LinaCavalieri-1908-

-2.lina cavalieri2_vintage_lady_lina_cavalieri.jpg

3242LinaCavalieri (2)lina cavalieri-c.1900


LILY ELSIE  (ELSIE HODDER) (Armley, West Riding de Yorkshire, Inglaterra, 8 de abril de 1886 – Londres, Inglaterra, 16 de dezembro de 1962)
 
Atriz e cantora, uma das mais populares e mais fotografadas da Belle Époque.

Lily foi uma cantora e atriz inglesa durante a era Eduardiana. Ficou mais conhecida como protagonista da versão inglesa de “A Viúva Alegre” (opereta de Franz Lehár), em 8 de junho de 1907, em Londres.
Admirada por sua beleza e charme no palco, Elsie se tornou uma das mulheres mais fotografadas e admiradas da época. As revistas produziam suplementos especiais dedicados a ela. Sua imagem endossaria tudo: anúncios de cremes, pastas de dentes, cartões postais.
Ainda criança (chamada de "Little Elsie"), participou ativamente do mundo da música e entretenimento teatral. Viajou por toda a Inglaterra, realizando shows e peças populares, tais como "As Mil e Uma Noites", "Little Red Riding Hood" (Chapeuzinho Vermelho), Barba Azul, Os quarenta ladrões e outros.
Por volta de 1900, adotou o nome "Lily Elsie" e se juntou a uma empresa teatral (Daly`s Theatre) em Londres, trabalhando como corista e aparecendo em 14 musicais, até 1906.
Em novembro de 1911, aos vinte e seis anos, casou-se com major Ian Bullough, filho de um milionário do setor têxtil e retirou-se dos palcos.
Em 1918 fez uma participação especial no filme "The great Love" e, em 1919, no filme "Conradeship". Em 1920, mudou-se para uma aldeia em Gloucestershire, só participando de alguns eventos sociais. Em 1927, apareceu em "The Blue Train" e, em 1928, realizou seu último show, "The Truth Game".
Em 1930, o casamento infeliz de Elsie terminou em divórcio e sua saúde deteriorou-se rapidamente. Hipocondríaca, com sérios problemas mentais e fisiológicos, passou seus últimos anos em asilos e sanatórios suíços, tendo mesmo se submetido a uma cirurgia no cérebro, uma lobotomia frontal, prática comum à época. Faleceu aos 76 anos de insuficiência cardíaca e broncopneumonia, no “St. Andrew’s Hospital”, em Londres, onde viveu por 2 anos.

SITE (em inglês): LILY ELSIE


GALERIA LILY ELSIE

LilyElsie05.lily elsie05.-lily elsie_021lily_elsie07.Lily Elsiepb.-lily elsie_02112.lily elsie-lily elsie_022

lily-e-111lily -e-214


Vídeo: Dança Cigana Espanhola

Violinista László Berki–Dança Cigana Espanhola

 

"Dança Cigana Espanhola", com o violinista húngaro László Berki (1941-1997)


“Adeus: Cinco letras que choram”…

Em amor, não há último adeus, senão aquele que se não diz.
Alexandre Dumas (França, 24 de julho de 1802 – 5 de dezembro de 1870)

2.Antoni Piotrowski_the farewell

ANTONI PIOTROWSKI


john-faed-the-parting-of-evangeline-and-gabrielJohn Everett Millais: The Black Brunswicker.

JOHN FAED                                                                               JOHN EVERETT MILLAIS


Edmund_Blair_Leighton_-_AdieuJamesTissot-adieu22

EDMUND BLAIR-LEIGHTON                                                 JAMES JACQUES JOSEPH TISSOT


Cinco letras que choram (ADEUS)

Composição: Silvino Neto

Adeus, adeus, adeus
Adeus
Adeus, adeus, adeus
Cinco letras que choram
Num soluço de dor
Adeus, adeus, adeus
É como o fim de uma estrada
Cortando a encruzilhada
Ponto final de um romance de amor

Quem parte tem os olhos rasos d’água
Sentindo a grande mágoa
Por se despedir de alguém
Quem fica, também fica chorando
Com um lenço acenando
Querendo partir também
Adeus, adeus, adeus
Adeus, adeus, adeus


“Eu tenho um companheiro inseparável”…

ALL I ASK OF YOU (do Fantasma da Ópera)  por DANIEL MENDONÇA


Leon Comerre_pierrot serenata

LEON COMERRE


The Young Guitarist (1961-1962). Abraham Leon Kroll (American, 1884–1974)Joseph_DeCamp_The_Guitar_Player_1908

ABRAHAM LEON KROLL                                                                           JOSEPH R. DE CAMP


Delphin Enjolras (francês, 1857-1945)-SOIR DE FÊTE

DELPHIN ENJOLRAS


Edward August Bell (American 1862-1953)-playing her guitarRoybet_Ferdinand_Victor_Leon_The_Guitar_Player_1865

EDWARD AUGUST BELL                                                                      FERDINAND ROYBET


malaguena-George_O_ApperleyVittorioReggianini_serenading_the_family

GEORGE OWEN WYNNE APPERLEY                                                                                                         VITTORIO REGGIANINI


Madrazo y Garreta, Raimundo de (1841-1920) - Girl With A Guitar and ParrotNicolas Mejia y Marquez - Estudiante tocando la guitarra (Laboremus). 1886

RAIMUNDO DE MADRAZO Y GARRETA                                                                NICOLAS MEJIA Y MARQUEZ



Lição de Música

Laslett John Pott (1837-1898) - The music lessonthe_music_lesson-Jean-Carolus

LASLETT JOHN POTT                                                                                   JEAN CAROLUS


the-piano-lesson-Blair-Leighton

EDMUND BLAIR-LEIGHTON


William Frederick Yeames - The Music LessonBöttcher,_Christian_Eduard_-The_Music_Lesson_-_1860

WILLIAM FREDERICK YEAMES                                                                   CHRISTIAN EDUARD BOTTCHER


Gougelet, J. (19th century) - The Music LessonJan Skramlik (1860-1936) - The music lesson

J. GOUGELET                                                                                                JAN SKRAMLIK


Cope_Charles_West_The_Music_Lesson_1869

CHARLES WEST COPE



Ontem, quando eu era jovem…

ROY CLARK–Yesterday when I was young

Yesterday when I was young
The taste of life was sweet as rain upon my tongue.
I teased at life as if it were a foolish game,
The way the evening breeze may tease a candle flame.
The thousand dreams i dreamed, the splendid things I
Planned
I always built alas on weak and shifting sand.
I lived by night and shunned the naked light of the
Day
And only now i see how the years ran away.

Yesterday when I was young
So many drinking songs were waiting to be sung,
So many wayward pleasures lay in store for me
And so much pain my dazzled eyes refused to see.
I ran so fast that time and youth at last ran out,
I never stopped to think what life was all about
And every conversation i can now recall
Concerned itself with me and nothing else at all.

Yesterday the moon was blue
And every crazy day brought something new to do.
I used my magic age as if itwere a wand
And never saw the waste and emptiness beyond.
The game of love I played with arrogance and pride
And every flame I lit too quickly quickly died.
The friedns I made all seemed somehow to drift away
And only I am left on stage to end the play.
There are so many songs in me that won’t be sung,
I feel the bitter taste of tears upon my tongue.
The time has come for me to pay for yesterday when I Was young

Jan Jacobus Matthijs Damschroeder (1825 - 1905) - An elegant lady at a window ledge

TRADUÇÃO

Ontem, quando eu era jovem
O gosto da vida era doce como a chuva em minha língua.
Eu brincava com a vida como se ela fosse um jogo bobo
Assim como a brisa da noite brinca com a chama de uma vela.
Os milhares de sonhos que sonhei, as coisas esplêndidas que
Planejei
Eu sempre construí em areia fraca e mutante.
Eu vivia pela noite e me escondia da luz do
Dia
E só agora eu vejo como os anos se passaram.

Ontem quando eu era jovem
Tantas músicas sedentas por serem cantadas
Tantos prazeres caprichosos esperando por mim
E tanta dor que meus olhos confusos recusaram ver.
Eu corri tão rápido que o tempo e a juventude enfim se foram,
Eu nunca parei para pensar sobre o significado da vida
E cada conversa que me lembro
Falava sempre de mim e de mais nada.

Ontem a lua era azul
E cada dia louco trazia algo novo para fazer.
Eu usava minha idade mágica como se fosse uma varinha de condão
E nunca enxerguei o desperdício e o vazio por trás de tudo.
O jogo do amor que eu joguei com arrogância e orgulho
E cada chama que acendi muito rápido, muito rápido se foi.
Os amigos que fiz parecem ter desaparecido de alguma forma
E só eu fiquei no palco para terminar a peça.
Existem tantas músicas em mim que não serão cantadas,
Sinto o gosto amargo das lágrimas em minha língua.
O tempo chegou em que tenho que pagar pelo ontem,
Quando eu era jovem.

Pintura: Jan Jacobus Matthijs Damschröder

Letra e tradução: letras.mus.br



Retratos de mulher: Sara (Sarita) Montiel

SARA MONTIEL – nascida María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isadora Abad Fernández
(Campo de Criptana, Ciudad Real, Castilla-La Mancha, Espanha – 10 de março de 1928 – Madri, Espanha, 8 de abril de 2013)


GALERIA SARA MONTIEL

sara-montiel-67.sara montielsara-montiel-7Sara Montiel - In the spanish film Carmen, la de Rondasara-montiel-175.sara montiel

sara-montiel-52.sara montiel

Sara Montiel em “La bella Lola” cantando La Paloma

Pintura: A dor da perda…


Michelangelo_pieta

PIETÁ – Escultura de MICHELANGELO


William-Adolphe_Bouguereau_(1825-1905)_-_Pieta_(1876)

WILLIAM-ADOLPHE BOUGUEREAU


For the Last Time - Emily Mary Osborn-1864

EMILY MARY OSBORN


AugusteToulmuche-consolation

AUGUSTE TOULMOUCHE


in memoriam-Alfred Stevens

ALFRED STEVENS


JEAN BAPTISTE JULES TRAYER (Paris 1824–1908) The Visit_600x737

JEAN BAPTISTE JULES TRAYER



Pintura: Uma lição de música – 2

Lord_Frederick_Leighton_(1877)_Music_Lesson

LORD FREDERICK LEIGHTON


The music lesson by Jules Alexis Muenier (1863-1942)

JULES ALEXIS MUENIER


john-phillip-a music lesson

JOHN PHILLIP


the music lesson- françois boucher

FRANÇOIS BOUCHER


Böttcher,_Christian_Eduard_-The_Music_Lesson_-_1860

CHRISTIAN EDUARD BOTTCHER


William Frederick Yeames - The Music LessonThe Lesson (1907). Hugo Ballin (1879-1956)

WILLIAM FREDERICK YEAMES                                                                            HUGO BALLIN


Laslett John Pott (1837-1898) - The music lessonJan Skramlik (1860-1936) - The music lesson

LASLETT JOHN POTT                                                                  JAN SKRAMLIK



Músicos na pintura–Galeria 11

Cope_Charles_West_The_Music_Lesson_1869

CHARLES WEST COPE


the-violinist-1886-George Adolphus StoreySohn_Karl_Wilhelm_A_Girl_with_a_lute_1898

GEORGES ADOLPHUS STOREY                                                                                KARL WILHELM SOHN


ISabatini-the_music_lesson

I. SABATINI


henry-siddons-mowbray-arcadia

HENRY SIDDONS MOWBRAY


musical-interlude-william-kay-blacklockDeCamp_Joseph_The_Cellist

WILLIAM KAY BLACKLOCK                                                                            JOSEPH DE CAMP


AdolpheALesrel_the_musicians

ADOLPHE ALEXANDRE LESREL


Marais_Milton_Victor_A_Musical_Interlude

VICTOR MARAIS-MILTON


Francis Davis Millet - Portrait of Mrs_ Millet

FRANCIS DAVID MILLET


the-chorale-1878-John Atkinson Grimshaw

JOHN ATKINSON GRIMSHAW


Eastman Johnson - 1862-the-young-musicians31.albert-anker

EASTMAN JOHNSON                                                                                                 ALBERT ANKER



LIBIAMO, LIBIAMO…

 

BelisarioGioja-2john-collier(5)

BELISARIO GIOJA                                                                                                   JOHN COLLIER


AugustHermannKnoop-k

AUGUST HERMANN KNOOP


ludovico-marchetti-01

LUDOVICO MARCHETTI


_the-toast-by-george-goodwin-kilburne

GEORGE GOLDWIN KILBURNE


 

Libiamo, libiamo ne’lieti calici (brindisi)  – "la traviata"

Alfredo:

Libiamo, libiamo ne’lieti calici che la belleza infiora.
E la fuggevol ora s’inebrii a voluttà.
Libiamo ne’dolci fremiti
Che suscita  l’amore,
Poiché quell’ochio al core
Omnipotente va.

Libiamo, amore fra i calici
Più caldi baci avrà.

Todos:
Libiamo, amore fra i calici
Più caldi baci avrà.

Violetta:
Tra voi, tra voi saprò dividere    il tempo mio giocondo
Tutto è follia nel mondo ciò
Che non è piacer.
Godiam, fugace e rapido
E’il gaudio dell’amore,
E’un fior che nasce e muore,
Ne più si può goder.
Godiam, c’invita un fervido accento lusighier.

Todos:
Godiamo, la tazza e il cantico la notte abbella e il riso. in questo paradiso ne sopra
Violetta:
La vita è nel tripudio

Alfredo:
Quando non s’ami ancora.

Violetta:
Nol dite a chi l’ignora,

Alfredo:
E’ il mio destin così…

Todos:
Godiamo, la tazza e il cantico la notte abbella e il riso; in questo paradiso ne sopra il nuovo dì.

Alfredo:

Bebamos, bebamos deste cálice de alegria
Isto reforça a beleza

Que o fugaz instante
Prevaleça sobre a volúpia
Bebamos àquele doce êxtase
Que desperta o amor
O poder do olhar penetrante
É apontado direto do coração

Bebamos ao amor, e nossas bebidas
Tornarão nossos beijos mais ardentes

Todos:
Ah, Bebamos
Nossas bebidas tornarão nossos beijos mais ardentes

Violetta:
Com todos vocês
Eu vou aprender a compartilhar meu lazer em minha casa
A vida é uma loucura, e só o prazer conta

Vamos nos desfrutar, porque o amor queima rápido
Uma flor que floresce e morre
Nunca foi para durar
Portanto revele e alegre-se
Lance uma sedutora voz!

Todos:
Seja feliz, o vinho e os cantos
E os risos embelezam a noite
Deixe o novo dia nos encontrar neste paraíso
Violetta: A vida é celebração

Alfredo:
Se você conhece o amor

Violetta:
não me diga que nunca teve

Alfredo:
Este parece ser meu destino

Todos:
Seja feliz, o vinho e o canto
E os risos embelezam a noite
Deixe o novo dia nos encontrar neste paraíso

border--021


A música…

“Quem ouve música, sente sua solidão povoada de repente.”

Robert Browning (1812-1889)


GALERIA – 3

Vicente_Palmaroli_-_The_Concert,_1880

VICENTE PALMAROLI


Bouterwek_Friedrich_A_Serenade_In_The_Roman_Campagna

FRIEDRICH BOUTERWEK


the_musicians-jan-baptist lodewych-maes

JAN BAPTIST LODEWYCH MAES


françois-puget-the-musical-society-

FRANÇOIS PUGET


JohnMelhuishStrudwick-WhenApplesWereGoldenAndSongsWereSweet

JOHN MELHUISH STRUDWICK


ALEGORIAS DA MÚSICA

KarlLudwigAdolfEhrhardt_the_muse_of_musicpaul-françois-quinsac-allegorie-de-la-musique

KARL LUDWIG ADOLF EHRHARDT                                                                                    PAUL-FRANÇOIS QUINSAC



Uno

HamishBlakerly-hbs

Uno
Música : Mariano Mores.
Letra : Enrique Santos Discépolo

Uno busca lleno de esperanzas
el camino que los sueños
prometieron a sus ansias
sabe que la lucha es cruel y es mucha
pero lucha y se desangra
por la fe que lo empecina
Uno va arrastrándose entre espinas
y en su afán de dar su amor
sufre y se destroza hasta entender
que uno se ha quedado sin corazón
Precio de castigo que uno entrega
por un beso que no llega
o un amor que lo engañó
vacío ya de amar y de llorar
tanta traición.
Si yo tuviera el corazón
el corazón que di
si yo pudiera como ayer
querer sin presentir
Es posible que a tus ojos
que me gritan su cariño
los cerrara con mis besos
sin pensar que eran como esos
otros ojos, los perversos,                                                                                          
los que hundieron mi vivir
Si yo tuviera el corazón
el mismo que perdí
si olvidara a la que ayer
lo destrozó y pudiera amarte
me abrazaría a tu ilusión
para llorar tu amor



Temas da Pintura: Instrumentos musicais (7)

WilliamJohnHennessy14pietro-rotari-1707-1762

WILLIAM JOHN HENNESSY                                                                              PIETRO ROTARI


Ministrel_KateBunce-VEROSLAV-KARAS-young-woman-with-a-mandolin-

KATE BUNCE                                                                                        VEROSLAV KARAS


EdmundBlairLeighton (3)

EDMUND BLAIR-LEIGHTON


schadow-wilhelm-von-Anthonis_van_Dyck_022

WILHELM VON SCHADOW                                                                            ANTHONY VAN DYCK


george-goldwin-kilburne-the-new-spinet

GEORGE GOODWIN KILBURNE


Flute Player-ernest-meissonierJacquet_Gustave_Jean

ERNEST MEISSONIER                                                                         GUSTAVE JEAN JACQUET


VITTORIO_REGGIANNINI.

VITTORIO REGIANNINI



Música: E por falar em anjos…

JACKIE EVANCHO

Será de alegria, será de tristeza ? – (3)

MENSAGEM

(Composição: Cícero Nunes e Aldo Cabral)

Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou
Com uma carta na mão
Ah! De surpresa, tão rude,
Nem sei como pude chegar ao portão
Lendo o envelope bonito,
O seu sobrescrito eu reconheci
A mesma caligrafia que me disse um dia
"Estou farto de ti"
Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria, será de tristeza ?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais


ISAURINHA GARCIA – MENSAGEM (1946)


Alfred_Edward_Chalon01ElisabethKeyser

ALFRED EDWARD CHALON                                                        ELISABETH KEYSER


Becchi-Luigi-The-Letter

LUIGI BECCHI


Belmiro_de_Almeida_-_A_má_notícia

BELMIRO DE ALMEIDA


arthur-m-hazard

ARTHUR M. HAZARD


28471-Carlton_Alfred_Smith-Almeida_Júnior_-_Saudade,_1899

CARLTON ALFRED SMITH                                                          ALMEIDA JUNIOR


FrankStonejoseph_caraud_a2269_the_letter

FRANK STONE                                                                   JOSEPH CARAUD


CarlHerpferthe-letter-henry-john-hudson

CARL HERPFER                                                               HENRY JOHN HUDSON


Gorst_Jessie_E_The_Love_LetterBeckwith_James_Carroll_The_Letter

JESSIE E. GORST                                                          JAMES CARROLL BECKWITH



Qualquer semelhança é mero plágio…

O homem nasce original e morre plágio, disse Millôr Fernandes. Na Grécia Antiga, quando não havia editoras profissionais nem o ECAD, direito autoral e originalidade não eram questões relevantes, e Platão e Aristóteles surrupiavam na cara dura as ideias mais geniais de seus alunos e discípulos, bem como de outros filósofos. De Shakespeare a Tom Jobim, são muitos os baluartes da cultura acusados de cometer plágio sistematicamente, mas conta a favor deles o fato de terem melhorado sensivelmente o que quer que tenham copiado.

O plágio apresenta diferentes nomenclaturas conforme a sua área de atuação. Na literatura é mais conhecido como intertextualidade; na universidade, como citação; na música, como releitura. Também recebe os nomes de influência, apropriação, imitação, adaptação, referência, transposição, homenagem, etc. No rock n’roll o plágio é comum e bem aceito, tanto é que o Led Zeppelin, para muitos a maior banda de todos os tempos, tem um longo rol de cópias e versões não creditadas, especialmente nos três primeiros discos.

Nos vídeos abaixo podemos conferir algumas músicas que impressionam pela cara de pau ou pela genialidade com que o compositor se apropriou de outra, transformando o original num pastiche ou em algo infinitamente superior. Mas esse julgamento fica por conta de cada um. A eles:

LINK: UMBIGODE 

(Daniel Mendonça)



Cuesta abajo…

CUESTA ABAJO

Si arrastré por este mundo
La verguenza de haber sido
El dolor de ya no ser
Bajo el ala del sombrero.
Cuántas veces, embozada,
Una lágrima asomada yo no pude contener

Si crucé por los caminos
Como un paria que el destino
Se empeño en deshacer

Si fui flojo, si fui ciego,
Solo quiero que hoy comprenda
El valor que representa el coraje de querer.

Era, para mi la vida entera
Como un sol de primavera
Mi esperanza y mi pasión,
Sabía que en el mundo no cabía.
Toda la humilde alegra de mi pobre corazón

Ahora cuesta abajo en mi rodada
Las ilusiones pasadas
Ya no las puedo arrancar.
Sueño, con el pasado que añoro,
El tiempo viejo que hoy lloro
Y que nunca volverá

Por seguir tras de sus huellas
Yo bebí incansablemente.
En la copa de dolor

Pero nadie comprendía
Que si todo yo le daba
En cada vuelta dejaba
Pedazos de corazón.

Ahora triste en la pendiente,
Solitario y ya vencido,
Yo me quiero confesar,
Si aquella boca mentía,
El amor que me ofrecía,
Por aquellos ojos brujos
Yo habra dado siempre más

Era, para mi la vida entera
Como un sol de primavera
Mi esperanza y mi pasión,
Sabía que en el mundo no cabía
Toda la humilde alegra de mi pobre corazón

Ahora cuesta abajo en mi rodada
Las ilusiones pasadas
Ya no las puedo arrancar

Sueño, con el pasado que añoro,
El tiempo viejo que hoy lloro
Y que nunca volverá…

HamishBlakerly-hbs

DECLIVEHBlakerly-kh

Se arrastei por esse mundo
A vergonha de ter sido
A dor de já não ser
Sob a aba do chapéu
Quantas vezes abafado
Uma lágrima que caía não pude conter

Se cruzei pelos caminhos
Como um pária que o destino
Se empenhou em desfazer

Se fui frouxo, se fui cego
Só quero que compreenda hoje
O valor representado pela coragem de amar

Era, para mim a vida inteira
Como um sol de primavera
Minha esperança e paixão,
Sabia, que no mundo não cabia
Toda a humilde alegria de meu pobre coração

Agora rolei declive abaixo
As ilusões passadas
Já não as posso arrancar
Sonho, com o passado que anseio
O tempo antigo que choro
Que nunca voltará

Por seguir suas pegadas
Bebi incansavelmente
Na taça da dor

Mas ninguém entendia
E se tudo que eu dava
A cada volta deixava
Pedaços de coração.

Agora triste na encosta
Solitário e já vencido,
Eu quero me confessar,
Se essa boca mentia,
O amor que me oferecia,
Por aqueles olhos bruxos
Eu dava sempre mais

Era, para mim a vida inteira
Como um sol de primavera
Minha esperança e paixão,
Sabia, que no mundo não cabia
Toda a humilde alegria de meu pobre coração

Agora rolei declive abaixo
As ilusões passadas
Já não as posso arrancar

Sonho, com o passado que anseio
O tempo antigo que choro
E que nunca voltará…



Esse obscuro objeto do desejo (Amy Winehouse)

Amy-Winehouse

Do blog UMBIGODE:

Esse obscuro objeto do desejo (sobre Amy Winehouse)

por Daniel Mendonça

Se o destino fosse um daqueles torcedores de futebol terrivelmente babacas que gostam de aparecer na televisão, depois de saber da morte de Amy Winehouse levantaria um cartaz escrito “eu já sabia!”. O que se sucede à morte de qualquer artista com tanto apelo midiático quanto o da cantora inglesa nós também já sabemos. Repetiu-se à exaustão que sua morte era questão de tempo, como se existisse alguma morte que não o fosse. Também se disse muito a respeito de sua influência no cenário pop atual, em que a cada semana surge uma nova cantora branca com voz de negra e influenciada por sons sessentistas, e também em como se transformou em ícone fashion e de comportamento. Vieram os já esperados comentários laudatórios da crítica, apressada em definir logo qual é o lugar de Amy na linha do tempo do pop e na posteridade – a maior cantora do século XXI, como afirmou Nelson Motta ? símbolo da idolatria desafetuosa e agressiva de nossa época, em que parte do público vai aos shows dela unicamente para rir de suas patetiquices ? o último suspiro de contracultura no universo pop ?

Difícil interpretar um fenômeno de cultura enquanto estamos tão entranhados nele, enquanto não conseguimos afastar a saturação de suas imagens e sentidos. Amy parecia querer viver até o limite a “aventura da modernidade”, no intervalo entre o desejo de voar e a força bruta que prende os pés no chão. Pouco sabemos sobre suas falas, seu pensamento, sua visão de mundo. Aos jornalistas ela se calava, como quem se recusa a participar de um debate em que todos falam ao mesmo tempo. Suas canções eram tudo o que estava do lado visível de seu discurso. Era “moderna” no sentido de estar próxima ao repertório simbólico de sua época e ao mesmo tempo expressar certo desprezo a suas convenções. A curiosidade e admiração provocadas por ela vieram sobremaneira de suas contradições aparentes: era inglesa mas fazia música americana; era branca e magrela mas possuía uma voz de cantora negra gorda; no mesmo álbum cuja canção de abertura desdenha do alcoólicos anônimos há versos como So just lately/ when I catch myself I do a 180/ I stay up, clean the house/ at least I’m not drinking (um breve instante de autocomiseração, arrependimento, vontade de mudar de rumo, de cortar os excessos ?); compositora quase despretensiosa, escreveu pelo menos cinco ou seis canções que podem ser chamadas de obras-primas sem que isso pareça demasiado eufórico.

Em relação aos aspectos não musicais, contudo, a figura de Amy parece deslocada do tempo. Há muito não aparecia uma mulher que pretendesse representar novamente aquele espírito de Janis Joplin, de culto aos excessos, aos gestos radicais, à voz que liberta o “uivo reprimido pelo decoro”, como escreveu Walt Whitman, poeta do século XIX que testemunhou a emergência do herói romântico – maldito, rebelde e que constantemente flerta com a morte. Em 1965 Pete Townshed cantava I hope I die before I get old, mas hoje, aos 65, não se importa em ser ou parecer velho. A moralidade dominante neste princípio de século diz que é melhor viver mais tempo, com “qualidade de vida”, passando da dieta macrobiótica aos exercícios antiflacidez; nas novelas os galãs não oferecem uísque às mulheres que deseja levar para a cama, pois todos os que bebem são alcoólatras que podem ou não “se redimir” a tempo; a rebeldia não precisa ser genuína, basta expressar-se cosmeticamente na fala, nos gestos e na roupa; vivemos talvez o auge da utopia da caretice.

Nós quisemos acreditar que Amy Winehouse, no auge de sua porralouquice débil, fosse uma rebelde autêntica, libertária, sacana, provocadora, debochada. Mas sua morte veio mostrar que tudo isso não passava de uma metáfora vazia, de um brilho fugaz apagado por uma narrativa tediosamente óbvia, e passada a histeria inicial tudo volta à normalidade, como se estivéssemos apenas enterrando mais um cadáver adiado da contracultura, o que costuma acontecer a cada 15 ou 20 anos.

Em “Crepúsculo dos ídolos”, Nietzsche diz que as pessoas póstumas são mais mal compreendidas do que aquelas ligadas ao seu próprio tempo, por serem ouvidas com mais clareza. Mas acrescenta que a autoridade dos póstumos vem justamente do fato de não serem compreendidos. Não sabemos se o que está reservado à recém-póstuma é o olimpo ou o limbo, ou ainda se essa incompreensão lhe garantirá autoridade. Amy Winehouse não pretendeu viver sem limites porque sabia que limitar-se é unicamente prerrogativa da vida, o que mostram suas pouco mais de 20 composições que conhecemos, todas de algum modo escancarando suas limitações: “não posso”, “não consigo”, “não vou”. O “não” é limite, mas é também apelo, dissonância, fuga. Nossa personagem do momento pode ter desejado essa imortalidade com que a mitologia premia os deuses, porém será necessário que reinventemos a narrativa de sua tragédia para que esta volte a fazer sentido algum dia. Viver é mesmo um pecado mortal.



Tema: A Música na pintura – 2

Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

(Gibran Khalil Gibran)


AntonioGarciaYMencia_the_musical_party

ANTONIO GARCIA Y MENCIA


concert-RobertTournières

ROBERT TOURNIÈRES


ErnstMeyer

ERNST MEYER


franz-dvorak--

FRANZ DVORAK


Wojciech_Gerson-The_shepherds_concert

WOJCIECH GERSON


Vicente_Palmaroli_-_The_Concert,_1880

VICENTE PALMAROLI


Wilhelm Menzler-009

WILHELM MENZLER


Strudwick_John_Melhuish_The_Music_O

JOHN MELHUISH STRUDWICK


francisco-miralles-1848-1901-the-recital1

FRANCISCO MIRALLES


Reggianini_V__The_Piano_Recital

VITTORIO REGGIANINI


Guglielmo Zoochi (1874Zocchi_Guglielmo_A_Musical_Evening

GUGLIELMO ZOCCHI


JanVanBijlert-Musical_Company

JAN VAN BIJLERT



Temas da Pintura: Uma lição de música

brown-johnGeorg

JOHN GEORGE BROWN


EmilRau_the_music_lessonbasile-de-loose

EMIL RAU                                                                                                             BASILE DE LOOSE


DeCamp_Joseph_The_Music_LessonDuet-Frans-van-Mieris-the-Elder

JOSEPH DE CAMP                                                                                   FRANS VAN MIERIS, the ELDER


EastmanJJohnson

EASTMAN JOHNSON


JeanCarolus-cj

JEAN CAROLUS


CesareADetti(5)

CESARE AUGUSTE DETTI


Holiday_Henry

HENRY HOLIDAY


FerdinandHeilbuth_the_music_lesson

FERDINAND HEIBUTH


francis david-millet

FRANCIS DAVID MILLET


EdmundBlairLeighton (3)

EDMUND BLAIR LEIGHTON


WilliamHenryMidwood_the_music_lesson

WILLIAM HENRY MIDWOOD


Sabatini_I_The_Music_Lesson

I. SABATINI


Cope_Charles_West_The_Music_Lesson_1869

CHARLES WEST COPE



Temas da Pintura: Por isso é que eu canto…

GALERIA

Schroder_Albert_Friedrich_Ein_Standchen_1885

ALBERT FRIEDRICH SCHRODER


AugustRiedel-78

AUGUST RIEDEL


francis-bernard-dicksee22

FRANCIS BERNARD DICKSEE


a_tender_chord-MihalyMunkacsy

MIHALY MUNKACSY


Garate y Clavero, Juan Jose (1870-1939) - A Flamenco Serenade

JUAN JOSE GARATE Y CLAVERO


Giacomotti_Felix_Henri_The_Courtship_2

FELIX HENRI GIACOMOTTI


Hendrick_Martensz._Sorgh_001

HENDRICK MARTENSZ SORGH


John-Haynes-William-

JOHN WILLIAM HAYNES


lorenzo-costa--

LORENZO COSTA


PetrusVanSchendel-pvs

PETRUS VAN SCHENDEL


PierreVanDerOuderaa

PIERRE VAN DER OUDERAA


 

a_melancholy_ballad-GuillaumeBodinier

GUILLAUME BODINIER



Os “garotos” de Liverpool: The Beatles

GALERIA – THE BEATLES

Beatle_faces

PAUL MC CARTNEY, JOHN LENNON, GEORGE HARRISON E RINGO STARR

BE061229

05beatles

07beatles26beatles13beatlesU1412597B

Paul Mc Cartney – John Lennon



Escultura…

collezioni-2011

ESCULTURA
Composição : Adelino Moreira

Cansado de tanto amar
Eu quis um dia criar
Na minha imaginação
Um mulher diferente,
De olhar e voz envolvente,
Que atingisse a perfeição.

Comecei a esculturar
No meu sonho singular
Essa mulher fantasia:

Dei-lhe a voz de Dulcinéia,
A malícia de Frinéia
E a pureza de Maria.

Em Gioconda fui buscar
O sorriso e o olhar;
Em Du Barry o glamour
E para maior beleza
Dei-lhe o porte de nobreza
De madame Pompadour.

E assim, de retalho em retalho
Terminei o meu trabalho,
O meu sonho de escultor
E quando cheguei ao fim
Tinha diante de mim
Você, só você, meu amor…

dulcinea_del_tobosoboticelliAlonsoCano-Mary

monalisa_detail1Du_BarryFrançoisBoucher-MPompadour