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Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Posts com tag “vintage

Música na pintura–Galeria 8

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Instrumento

A cana agreste ou a harpa de ouro
permitem que alguém acorde
com brando pulso ou leve sopro.

Têm memória de água e vento
e – além dos mundos desvairados –
do silêncio, o etéreo silêncio!

Seus poderes de eternidade
tornam imenso e inesquecível
o som mais transitório e suave.

Chega-te concentrado e cauto,
que o universo inteiro te escuta!
Frase inútil, suspiro falso

vibram tão poderosamente
que a mão pára, o lábio emudece,
com medo do seu próprio engano.

E o eco sem perdões o repete
para um ouvinte sobre humano.

Cecília Meireles


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ANTON ROMAKO


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FELIX EHRLICH


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ORAZIO GENTILESCHI


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JAN STEEN


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ORFEO ORFEI                                                                    GEORGE REIMER


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FRANCESCO BALLESIO


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JAN FREDERIK PIETER PORTIELJE


06. Lesrel, Adolphe-Alexandre - The Duet, 1888

ADOLPHE-ALEXANDRE LESREL


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Música na pintura – 7

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DIVINA MÚSICA

Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.

(Gibran Khalil Gibran)


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PHILIP VAN DIJK                                                                    EDWARD JOHN POYNTER


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HUGO OEHMICHEN


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GUSTAVE WENTZEL


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WILLIAM CLARKE WONTNER                                                        CHARLES HAIGH-WOOD


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CESARE AUGUSTE DETTI                                                ADOLPHE ALEXANDRE LESREL


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VITTORIO REGGIANINI


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GEROLAMO INDUNO



O mundo é grande…

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O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade


Retratos de mulher- 9: Fotos vintage

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Rifa-se um coração…

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Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado,
muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu…"não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero…".
Um idealista…
Um verdadeiro sonhador…
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece e, mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional. Sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
" O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado,
provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus
segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
(Ricardo Labatt)


Fotografia: Belezas de ontem…

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Presença…

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É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo…
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mario Quintana


Temas da Pintura: Uma mantilha…

GALERIA ESPANHOLAS – 2

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GEORGE APPERLEY                                                                                ALFONSO GROSSO


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CARLOS VASQUEZ                                                                                       JOHN BAGNOLD BURGESS


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JULIO ROMERO DE TORRES                                                            JOSE MONGRELL Y TORRENT


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FRANCISCO DE GOYA                                                                                                              DIEGO VELASQUEZ


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RAMON CASAS                                                                                           CHARLES EDWARD BARNES


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JOSE CRUZ HERRERA                                                                                   M. HUTCHINSKY


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RICHARD GEORG FALKENBERG                                                                           CASIMIRO SAINZ Y SAIZ


FOTOS VINTAGE

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REGINA MENDONÇA