Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

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Trio: Ofélia por John William Waterhouse (Inglaterra)

Ofélia, personagem da obra Hamlet de William Shakespeare.

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Versão de 1889


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Versão de 1910                                                                                Versão de 1894


JOHN WILLIAM WATERHOUSE
Roma, Itália, 6 de abril de 1849 – Londres, Inglaterra, 10 de fevereiro de 1917


Trio: Romeu e Julieta

Frederick Richard Pickersgill (1820 - 1900) - Being held a foe, he may not have access to breathe such vows as lovers use to swear, Romeo and Juliet, Act II, Prologueromeo and juliet_Anselm Feuerbach - Date unknown

FREDERICK RICHARD PICKERSGILL                                                                      ANSELM FEUERBACH


Jules Salles-Wagner (1814 - 1898) - Romeo and Juliet

JULES SALLES-WAGNER



Póstumo e Imogen

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PINTURA: JOHN FAED (escocês, 1819-1902)


IMOGEN E PÓSTUMO – PERSONAGENS DA PEÇA CYMBELINE, DE SHAKESPEARE

A trama desta peça de Shakespeare pode ser assim resumida:
Cymbeline,  rei da Grã-Bretanha, teve três filhos. Os dois primeiros, Guiderius e Arviragus,  foram roubados há vinte anos por Belarius, um cortesão banido como traidor por supostamente conspirar com os romanos.  A filha Imogen (ou Innogen) vivia na corte com o rei e se apaixona por Póstumo (Posthumus Leonatus). Contrariando o rei, Imogen e Póstumo casam-se secretamente, trocando joias para selar o compromisso: um anel de Imogen, uma pulseira de Póstumo. Cymbeline descobre o caso e expulsa Póstumo por sua presunção. Imogen é atualmente única filha de Cymbeline  e assim, seu marido seria o herdeiro do trono britânico.
Cymbeline é um rei vassalo de César Augusto. Um embaixador romano (Lúcio) está a caminho para exigir o tributo que Cymbeline, – por influência de sua esposa, a rainha -, deixou de pagar.
A rainha está conspirando para ter Cloten, seu filho tosco e arrogante de um casamento anterior, como marido de  Imogen. A rainha também planeja assassinar Imogen e Cymbeline, para garantir a realeza para Cloten. Para este fim foi adquirir o que ela acredita ser um veneno mortal do médico da Corte, Cornélio. Este, no entanto, suspeita da malícia da rainha e altera o “veneno” por uma droga que fará o corpo do bebedor parecer morto por um tempo.
Para completar o elenco de personagens é preciso citar Philario/Filario, amigo de Póstumo e Iachimo/Giacomo que conhece na Itália.
A trama prossegue com uma série de episódios rocambolescos com os seguintes principais resultados:
    – Iachimo convence Póstumo que conseguiu seduzir Imogen;
    – Irado, Póstumo ordena à Pisanio,  seu servo, o assassinato de Imogen e marca um encontro em Milford Haven;
    – Imogen sabe dos planos de Póstumo e se disfarça de menino adotando o nome de “Fidele”, que significa “fiel”. Ao passar mal, a princesa adormece, tendo tomado o “veneno”;
    -  Em Milfod Haven,  após uma breve luta, Guiderius mata Cloten e corta-lhe a cabeça, colocando seu corpo ao lado de Imogen “adormecida”. Ao acordar, surpresa, pensa que o morto é Póstumo;
    – Póstumo participa da batalha contra os romanos e juntamente com Belarius, Guiderius e Arviragus,  impõe uma derrota aos romanos;
    – A rainha morreu e em seu leito de morte, confessou sem remorso suas conspirações assassinas;

    Na cena final, reunidos todos os personagens que sobreviveram, Cymbeline encontra o “menino”, que lhe parece familiar. Iachimo confessa sua aposta. Eufórica, Imogen se joga nos braços de Póstumo, que inicialmente a rejeita até Pisanio esclarecer  a verdadeira identidade do “menino”.  Belarius revela as de Guiderius e Arviragus: filhos e herdeiros do rei. Imogen agora está livre para viver com Póstumo.
Um exultante Cymbeline perdoa a todos, decide pagar o tributo a Augusto como um gesto de paz entre Grã-Bretanha e Roma e convida os presentes para uma grande festa.

(Plínio Mendonça)



Temas da Pintura: Literatura e arte – Ofélia

Ofélia é uma das personagens secundárias da peça teatral Hamlet, do dramaturgo inglês William Shakespeare. Escrita em 1601 e considerada sua obra mais densa, Hamlet, obra e personagem, influenciaram profundamente a cultura ocidental. As modificações sofridas pela peça, em diversas encenações e apropriações por vários ramos da arte e da cultura popular, ao longo dos anos, revelam os gostos, os interesses, as questões e as preocupações das épocas, e auxilia na compreensão de como e porquê se constroem os mitos.

Paradoxalmente, o interesse de diversos pintores ao longo dos tempos recaiu exatamente sobre Ofélia, mais precisamente sobre sua loucura e sua morte nas águas. A predileção pela personagem, em detrimento de outras, é considerável: não há outra personagem de Shakespeare que tenha sido mais retratada na pintura. Desde 1740, quando se teve notícia das primeiras ilustrações da peça, ela foi retomada pelas artes plásticas como o arquétipo da donzela indefesa. Derivada do tipo feminino da noiva ou amada morta em plena juventude – tipo caro aos poetas românticos – representava um modelo espiritualizado e espectral de mulher. Fonte: Estação do Saber

Uma possível fonte histórica de Ofélia é Katherine Hamlet, uma mulher jovem que caiu ao Rio Avon e morreu afogada, em Dezembro de 1579.
Embora se tenha concluído que a jovem se desequilibrou enquanto carregava bastante peso, os rumores da altura indicavam que sofria de uma desilusão amorosa que conduzira ao suicídio. É possível que Shakespeare se tenha inspirado nesta tragédia romântica na criação da personagem Ofélia. O nome Ofélia nunca fora usado antes desta obra. (Wikipedia)


GALERIA – OFÉLIA

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JOHN WILLIAM WATERHOUSE


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JAN FREDERICK PIETER PORTIELJE


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ALEXANDRE CABANEL


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THOMAS FRANCIS DICKSEE


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KONSTANTIN MAKOVSKY


JULES JOSEPH LEFEBVRE


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PASCAL ADOLPHE JEAN DAGNAN BOUVERET


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ARTHUR HUGHES


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PAUL DELAROCHE


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SIR JOHN EVERETT MILLAIS