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Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Posts com tag “Eugenio de Andrade

O barquinho vai, o barquinho vem… Galeria 23

Returning from a Day's Outing - Hans Dahl

HANS DAHL


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VASILY POLENOV


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KARL ALBERT BUEHR


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HENRI HOUBEN


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JULIUS NOERR


Canal in Venice - 1928- Peder Mork Monsted

PEDER MORK MONSTED


spring blossoms_Charles Haigh WoodEdward Cucuel, Woman with Boat

CHARLES HAIGH-WOOD                                                                                EDWARD CUCUEL


É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugenio de Andrade


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Um pouco de poesia…

Puvis-de-Chavannes-Pierre-Meditation

Poema

É sempre nos meus pulos o limite.

É sempre nos meus lábios a estampilha

É sempre no meu não aquele trauma.

Sempre no meu amor a noite rompe.

Sempre dentro de mim meu inimigo.

E sempre no meu sempre a mesma ausência.

Carlos Drummond de Andrade

Pintura: Puvis de Chavannes


Moonlight Night -1880- Ivan Kramskoy (russian painter)

Canção do Sonho Acabado

Já tive a rosa do amor

– rubra rosa, sem pudor.

Cobicei, cheirei, colhi.

Mas ela despetalou

E outra igual, nunca mais vi.

Já vivi mil aventuras,

Me embriaguei de alegria!

Mas os risos da ventura,

No limiar da loucura,

Se tornaram fantasia…

Já almejei felicidade,

Mãos dadas, fraternidade,

Um ideal sem fronteiras

– utopia! Voou ligeira,

Nas asas da liberdade.

Desejei viver. Demais!

Segurar a juventude,

Prender o tempo na mão,

Plantar o lírio da paz!

Mas nem mesmo isto eu pude:

Tentei, porém nada fiz…

Muito, da vida, eu já quis.

Já quis… mas não quero mais…

Helenita Scherma

Pintura: Ivan Kramskoi


AlfonsoSimonetti_ancor_non_torna

É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz

impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

permanecer.

Eugénio de Andrade

Pintura: Alfonso Simonetti



É urgente…

halopes

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade