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Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Posts com tag “artes

É tudo o que sinto…

ceurbc

Inverno

É tudo o que sinto

Viver

É sucinto

Paulo Leminski

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Um autor, duas obras: Vasily A. Tropinin

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VASILY ANDREEVICH TROPININ

(Aldeia Kaprovka, próxima a Novgorod, Rússia, 19 de março de 1776 – Moscou, Rússia, 04 de maio de 1857)


Um autor, duas obras: Julio Romero de Torres

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JULIO ROMERO DE TORRES

(Córdoba, Espanha, 9 de novembro de 1874 – Córdoba, Espanha, 10 de maio de 1930)


Temas da Pintura: Leques – 3

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ANN LLOYD                                                                                           CONRAD KIESEL


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CHARLES ANTOINE COYPEL                                                                                EDMUND BLUME


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ELEUTERIO PAGLIANO


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PIERRE-AUGUSTE RENOIR                                                                                          CASIMIRO SAINZ Y SAIZ


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GIROLAMO FORABOSCO                                                                  THOMAS BENJAMIN KENNINGTON


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WINSLOW HOMER                                                                                       HAMILTON HAMILTON


JeanDeLaHoeseLee Lufkin Kaula (1865 – 1957) The Black Fan

JEAN DE LA HOESE                                                                                       LEE LUFKIN KAULA


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JAMES WELLS CHAMPNEY


 

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HEINRICH VON ANGELI                                                                                      HANS MAKART


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JEAN-ETIENNE LIOTARD                                                                               WILLIAM MERRIT CHASE


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LEON HERBO                                                                         LEOPOLD SCHMUTZLER


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DANIEL HERNANDEZ



Quando te conheci…

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Uma sensação muito estranha,
algo difícil de explicar…
como se um anjo
Acariciara-me a alma…
e meu coração quisera voar…
De repente, uma invasão de silêncio…
como se os pássaros deixassem de cantar,
o vento que revolvia meu cabelo,
por um instante, deixou de soprar…
Em verdade não tinha muito claro
se estava sonhando, ou se era realidade…
…que tempo durou o feitiço…
…um segundo…ou uma eternidade ?
Só sei que alucinaram meus sentidos,
o dia que meus olhos, conheceram teu olhar…

Juan Andres Leiwir

tradução: Maria Tereza Pina


Um autor, duas obras: Jean-Auguste Dominique Ingres

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JEAN-AUGUSTE DOMINIQUE INGRES

(29 de Agosto de 1780, Montauban, França – 14 de Janeiro de 1867, Paris, França)


Temas da Pintura: Cenas Orientais – 2

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EDWIN LONGSDEN LONG                                                                                               EDOUARD LOUIS DUBUFE


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EDWIN LORD WEEKS


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LUDWIG DEUTSCH                                                                                            CHARLES BARGUE


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JOZSEF BORSOS


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FREDERICK GOODALL


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FREDERICK ARTHUR BRIDGMAN


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ANTONIO MARIA FABRES Y COSTA


Charles Wynne Nicholls (Irish artist, 1831-1903) Eastern Beauty 1862Charles Wynne Nicholls (Irish artist, 1831-1903) The Light of the Harem

CHARLES WYNNE NICHOLLS



Rifa-se um coração…

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Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado,
muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu…"não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero…".
Um idealista…
Um verdadeiro sonhador…
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece e, mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional. Sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
" O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado,
provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus
segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
(Ricardo Labatt)