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Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

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Mais do mesmo: Abraham Solomon (Reino Unido)

abraham solomonabraham solomon.

PINTURA                                                                                                       GRAVURA


ABRAHAM SOLOMON
(Londres, Reino Unido, 7 de maio de 1825 – Biarritz, França, 19 de dezembro de 1862)


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Galeria: Mulheres e flores

Lady of the Roses, by Franz Dvorak

FRANZ DVORAK


Woman with Bouquet - Federico Zandomeneghi (italian painter)Thomas Edwin Mostyn (1864-1930)_Flora

FEDERICO ZANDOMENEGHI                                                                            THOMAS EDWIN MOSTYN


Albert Henry Collings (english, 1868-1947)-Girl with lilacnorman prescott davies (british)

ALBERT HENRY COLLINGS                                                          NORMAN PRESCOTT DAVIES


FRANZ RUSS (austrian, 1844-1906)William H. McEntee (1857 - 1919) - Portrait of a Lady with Flowers

FRANZ RUSS                                                                                                              WILLIAM H. Mc ENTEE


serbian girl with a bouquet - 1876 - Konstantin Yegorovich MakovskyCharles Courtney Curran (1861-1942) Hollyhocks and Sunlight. 1902

KONSTANTIN MAKOWSKY                                                                                               CHARLES COURTNEY CURRAN


Johannes Kleinschmidt (1858 - 1905) - Spring magica bouquet of flowers_William Arthur Breakspeare - Date unknown

JOHANNES KLEINSCHMIDT                                                                                     WILLIAM ARTHUR BREAKSPEARE


Galeria: Edwin Thomas Roberts (Reino Unido)

edwin thomas roberts-The Flirtatious Fisherman

Edwin Thomas Roberts (1840-1917) A New Suitor2.edwin thomas roberts (british, 1840-1917)

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EDWIN THOMAS ROBERTS
(Londres, Inglaterra, 1840 – 1917)

Filho do pintor de gênero Thomas Edward Roberts (1820-1901), de 1862 a 1886 expôs regularmente na "Suffolk Street" e na "Royal Academy" de Londres. Dono de um estilo “quase cômico”, enormemente popular com o público vitoriano à época, ainda hoje é amplamente admirado.


Sermão da planície

jogador

Bem-aventurados os que não entendem nem aspiram a entender de futebol, pois deles é o reino da tranqüilidade.
Bem-aventurados os que, por entenderem de futebol, não se expõem ao risco de assistir às partidas, pois não voltam com decepção ou enfarte.
Bem-aventurados os que não têm a paixão clubista, pois não sofrem de janeiro a janeiro, com apenas umas colherinhas de alegria a título de bálsamo, ou nem isto.
Bem-aventurados os que não escalam, pois não terão suas mães agravadas, seu sexo contestado e sua integridade física ameaçada, ao saírem do estádio.
Bem-aventurados os que não são escalados, pois escapam de vaias, projéteis, contusões, fraturas, e mesmo da glória precária de um dia.
Bem-aventurados os que não são cronistas esportivos, pois não carecem de explicar o inexplicável e racionalizar a loucura.
Bem-aventurados os fotógrafos que trocaram a documentação do esporte pela dos desfiles de modas, pois não precisam gastar tempo infindável para fotografar o relâmpago de um gol.
Bem-aventurados os fabricantes de bolas e chuteiras, que não recebem as primeiras na cara e as segundas na virilha, como os atletas e assistentes ocasionais de peladas.
Bem-aventurados os que não conseguiram comprar televisão a cores a tempo de acompanhar a Copa do Mundo, pois, assistindo pelo aparelho do vizinho, sofrem sem pagar 20 prestações pelo sofrimento.
Bem-aventurados os surdos, pois não os atinge o estrondar das bombas da vitória, que fabricam outros surdos, nem o matraquear dos locutores, carentes de exorcismo.
Bem-aventurados os que não moram em ruas de torcida institucionalizada, ou em suas imediações, pois só recolhem 50% do barulho preparatório ou comemoratório.
Bem-aventurados os cegos, pois lhes é poupado torturar-se com o espetáculo direto ou televisionado da marcação cerrada, que paralisa os campeões, ou do lance imprevisível, que lhes destrói a invencibilidade.
Bem-aventurados os que nasceram, viveram e se foram antes de 1863, quando se codificaram as leis do futebol, pois escaparam dos tormentos da torcida, inclusive dos ataques cardíacos infligidos tanto pela derrota como pela vitória do time bem-amado.
Bem-aventurados os que, entre a bola e o botão, se contentaram com este, principalmente em camisa, pois se consolam mais facilmente de perder o botão da roupa do que o bicho da vitória.
Bem-aventurados os que não confundem a derrota do time da Lapônia pelo time da Terra do Fogo com a vitória nacional da Terra do Fogo sobre a Lapônia, pois a estes não visita o sentimento de guerra.
Bem-aventurados os que, depois de escutar este sermão, aplicarem todo o ardor infantil no peito maduro para desejar a vitória do selecionado brasileiro nesta e em todas as futuras Copas do Mundo, como faz o velho sermoneiro desencantado, mas torcedor assim mesmo, pois para o diabo vá a razão quando o futebol invade o coração.
(Carlos Drumond de Andrade)


Amar é uma arte!

Sweets To The Sweet-Blair Leighton

EDMUND BLAIR-LEIGHTON


Brunery_Francois_The_ProposalFlorent Willems (1823 - 1905) - The proposal

FRANÇOIS BRUNERY                                                                                          FLORENT WILLEMS


carl schweninger.10carl schweninger.13

CARL SCHWENINGER


a lovers story-CARL ADOLF GUGEL (1820 – 1885, GERMAN)Suitor Bearing Gifts - Pio Ricci

CARL ADOLF GUGEL                                                                                                   PIO RICCI


Gabriele Castagnola   Faust and MargueriteGiuseppe Ciaranfi (1838-1902) A declaration of love

GABRIELE CASTAGNOLA                                                                           GIUSEPPE CIARANFI


william-powell-frith-the-proposal

WILLIAM POWELL FRITH


2.HARALD SLOTT-MOLLER (DANISH, 1864-1937)

HARALD SLOTT-MOLLER


love (2)

No azul do teu peito
ensolarado
há espelhos de cristal
multiplicando imagens.

Emergem risos
lágrimas
promessas
olhares infantis
perdidamente
infinitamente
apaixonados
adolescentes.

A vida renasce
das tuas mãos
trêmulas
entrelaçadas
– há muito tempo entrelaçadas-
Reencontradas.

No espaço secreto
da memória,
nosso retrato
– De corpo inteiro –
É o quadro mais bonito
que se pode iluminar.

Anna Maria Feitosa


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