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Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

TRIO: “The lady of Shalott”, de Alfred Tennyson

the lady of shalott-Waterhouse

JOHN WILLIAM WATERHOUSE


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WALTER CRANE


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JOHN ATKINSON GRIMSHAW


A LADY DE SHALLOT – ALFRED TENNYSON (Somersby, Lincolnshire, Inglaterra,  6 de agosto de 1809 – Aldworth, Surrey, 6 de outubro de 1892)

É bastante conhecida a história, tomada de empréstimo a um original italiano, Donna di Scolatta, do poema de 1832 – mas revisto e muito modificado em 1842 – de Alfred Tennyson.
"The lady of Shalott" relata o modo de vida de uma dama condenada, por um encanto, a não ultrapassar os limites do próprio quarto e a não olhar diretamente o mundo fora dele, sob risco de morte imediata caso desobedecesse. Por isso ninguém a via, ninguém a conhecia em Camelot. Só ao eco de sua voz e de uma canção que chegava aos ouvidos dos ceifeiros que faziam sua colheita de cevada e sabiam tratar-se da senhora encantada de Shalott. Esta, presa à sua "ilha", dia após dia, noite após noite, vê o mundo por meio de um espelho e tece sem cessar uma teia cheia das figuras e vistas de fora que, como imagens e sombras, se refletem diante dela o tempo todo. A reclusão se mantém, não sem certo cansaço. "I am half sick of shadows", declara a solitária dama depois da visão de dois jovens amantes. Até que, um dia, o brilho de um elmo e uma armadura e a imagem de Sir Lancelot invadem de repente o espelho de cristal e a impelem a olhar para fora. Deixa a teia e o tear e vai à janela para ver, com os próprios olhos, o cavaleiro. E o mundo que não via de frente: Camelot. Nesse momento a teia foge para longe e quebram-se o espelho e o encanto. Conseqüência inevitável: a morte daquela que ousara romper o confinamento especular. E que, sem saída possível, segue em direção ao rio, onde se deixa levar para a morte por um barco em cuja proa escreve o seu nome – Lady of Shalott.

Fonte: Casa de Rui Barbosa


A lady de Shalott

Correnteza abaixo, riacho frio, para o mar,
a onda libertadora ela refere:
Não mais por ti meus passos irão,
para sempre e sempre
Corrente, doce corrente, por gramado e prado
Um riacho, então, um rio:
Agora, por ti meus passos devem ir,
para sempre e sempre

Mas aqui suspirará vosso carvalho
E aqui vosso arbusto estremecerá
E aqui por ti zumbirão as abelhas
para sempre e sempre

Milhares de sois jorrarão sobre ti,
Milhares de luas rebrilharão;
Mas não por ti meus passos irão,
para sempre e sempre.

Alfred Lord Tennyson (1809-1892)


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