Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Ontem, quando eu era jovem…

ROY CLARK–Yesterday when I was young

Yesterday when I was young
The taste of life was sweet as rain upon my tongue.
I teased at life as if it were a foolish game,
The way the evening breeze may tease a candle flame.
The thousand dreams i dreamed, the splendid things I
Planned
I always built alas on weak and shifting sand.
I lived by night and shunned the naked light of the
Day
And only now i see how the years ran away.

Yesterday when I was young
So many drinking songs were waiting to be sung,
So many wayward pleasures lay in store for me
And so much pain my dazzled eyes refused to see.
I ran so fast that time and youth at last ran out,
I never stopped to think what life was all about
And every conversation i can now recall
Concerned itself with me and nothing else at all.

Yesterday the moon was blue
And every crazy day brought something new to do.
I used my magic age as if itwere a wand
And never saw the waste and emptiness beyond.
The game of love I played with arrogance and pride
And every flame I lit too quickly quickly died.
The friedns I made all seemed somehow to drift away
And only I am left on stage to end the play.
There are so many songs in me that won’t be sung,
I feel the bitter taste of tears upon my tongue.
The time has come for me to pay for yesterday when I Was young

Jan Jacobus Matthijs Damschroeder (1825 - 1905) - An elegant lady at a window ledge

TRADUÇÃO

Ontem, quando eu era jovem
O gosto da vida era doce como a chuva em minha língua.
Eu brincava com a vida como se ela fosse um jogo bobo
Assim como a brisa da noite brinca com a chama de uma vela.
Os milhares de sonhos que sonhei, as coisas esplêndidas que
Planejei
Eu sempre construí em areia fraca e mutante.
Eu vivia pela noite e me escondia da luz do
Dia
E só agora eu vejo como os anos se passaram.

Ontem quando eu era jovem
Tantas músicas sedentas por serem cantadas
Tantos prazeres caprichosos esperando por mim
E tanta dor que meus olhos confusos recusaram ver.
Eu corri tão rápido que o tempo e a juventude enfim se foram,
Eu nunca parei para pensar sobre o significado da vida
E cada conversa que me lembro
Falava sempre de mim e de mais nada.

Ontem a lua era azul
E cada dia louco trazia algo novo para fazer.
Eu usava minha idade mágica como se fosse uma varinha de condão
E nunca enxerguei o desperdício e o vazio por trás de tudo.
O jogo do amor que eu joguei com arrogância e orgulho
E cada chama que acendi muito rápido, muito rápido se foi.
Os amigos que fiz parecem ter desaparecido de alguma forma
E só eu fiquei no palco para terminar a peça.
Existem tantas músicas em mim que não serão cantadas,
Sinto o gosto amargo das lágrimas em minha língua.
O tempo chegou em que tenho que pagar pelo ontem,
Quando eu era jovem.

Pintura: Jan Jacobus Matthijs Damschröder

Letra e tradução: letras.mus.br


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