Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Poema existencial

ponte

Não quero o céu de ontem
nem o sol de amanhã.
Eu sou isto
e a vida é agora.
O tempo me alcança
e a vida me vive.
Jamais fugir,
jamais fechar.
Jamais a nostalgia do passado,
jamais a impaciência do futuro.
Nem saudade nem utopismo:
nascer em cada manhã,
ser em mim,
sorrir em cada sorriso,
morrer em todo adeus.
Amar o presente
e viver minha vida
qualquer que ela seja.
Cidadão do agora
saber ser autêntico,
pertencer infinitamente
ou inexistir

Sérgio Antunes

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