Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Arquivo para julho, 2011

Um autor, duas obras: Hughes Merle

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M. HUGHES MERLE

(Saint-Marcellin, França, 1823 – Paris, França, 1881)


Temas da Pintura: Espelhos (4)

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PIERRE CHARLES COMTE


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GUILLAUME SEIGNAC


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GEORGE GOLDWIN KILLBURNE


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RICHARD E MILLER


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KONSTANTIN MAKOWSKY                                                                                                                   FRANK H DESCH


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GEORGE L BULLEID


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APOLLON MOKRITSKY


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FRANK WESTON BENSON


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MAX CARLIER                                                                                                            PAULINE PALMER



Um autor, duas obras: Daniel Ridgway Knight

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DANIEL RIDGWAY KNIGHT

(15 de Março de 1839, Pensilvânia, EUA – Paris, França, 9 de março de 1924)


Temas da Pintura: Instrumentos Musicais–Piano (2)

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CHARLES FREDERIC ULRICH


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CESARE AUGUSTE DETTI                                                                                                    ANTON EBERT


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FRANÇOIS HUBERT DROUAIS                                                                                           CASIMIRO SAINZ Y SAIZ


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ALBERT VON KELLER


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VITTORIO REGGIANINI


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FRANCIS SIDNEY MUSCHAMP


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ALBERT ROOSENBOOM                                                                                                                       WALTHER FIRLE


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MARGUERITE GERARD


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ALFRED STEVENS



A vida anterior…

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Longos anos vivi sob um pórtico alto
De gigantes pilares, nobres, dominadores,
Que a luz, vinda do mar, esmaltava de cores,
Tornando-o semelhante às grutas de basalto.

Chegavam até mim os ecos da harmonia
Do orfeão colossal das ondas chamejantes,
Ligando a sua voz às tintas deslumbrantes
Da luz crepuscular que em meus olhos fugia.

Em meio do esplendor do céu, do mar, dos lumes,
Foi-me dado gozar, voluptuosas calmas!
Escravos seminus, rescendendo perfumes,

Minha fronte febril refrescavam com palmas,
E tinham por missão apenas descobrir
A misteriosa dor que eu andava a carpir

Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"
Tradução de Delfim Guimarães
Obtido em Wikisource


Cuesta abajo…

CUESTA ABAJO

Si arrastré por este mundo
La verguenza de haber sido
El dolor de ya no ser
Bajo el ala del sombrero.
Cuántas veces, embozada,
Una lágrima asomada yo no pude contener

Si crucé por los caminos
Como un paria que el destino
Se empeño en deshacer

Si fui flojo, si fui ciego,
Solo quiero que hoy comprenda
El valor que representa el coraje de querer.

Era, para mi la vida entera
Como un sol de primavera
Mi esperanza y mi pasión,
Sabía que en el mundo no cabía.
Toda la humilde alegra de mi pobre corazón

Ahora cuesta abajo en mi rodada
Las ilusiones pasadas
Ya no las puedo arrancar.
Sueño, con el pasado que añoro,
El tiempo viejo que hoy lloro
Y que nunca volverá

Por seguir tras de sus huellas
Yo bebí incansablemente.
En la copa de dolor

Pero nadie comprendía
Que si todo yo le daba
En cada vuelta dejaba
Pedazos de corazón.

Ahora triste en la pendiente,
Solitario y ya vencido,
Yo me quiero confesar,
Si aquella boca mentía,
El amor que me ofrecía,
Por aquellos ojos brujos
Yo habra dado siempre más

Era, para mi la vida entera
Como un sol de primavera
Mi esperanza y mi pasión,
Sabía que en el mundo no cabía
Toda la humilde alegra de mi pobre corazón

Ahora cuesta abajo en mi rodada
Las ilusiones pasadas
Ya no las puedo arrancar

Sueño, con el pasado que añoro,
El tiempo viejo que hoy lloro
Y que nunca volverá…

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Se arrastei por esse mundo
A vergonha de ter sido
A dor de já não ser
Sob a aba do chapéu
Quantas vezes abafado
Uma lágrima que caía não pude conter

Se cruzei pelos caminhos
Como um pária que o destino
Se empenhou em desfazer

Se fui frouxo, se fui cego
Só quero que compreenda hoje
O valor representado pela coragem de amar

Era, para mim a vida inteira
Como um sol de primavera
Minha esperança e paixão,
Sabia, que no mundo não cabia
Toda a humilde alegria de meu pobre coração

Agora rolei declive abaixo
As ilusões passadas
Já não as posso arrancar
Sonho, com o passado que anseio
O tempo antigo que choro
Que nunca voltará

Por seguir suas pegadas
Bebi incansavelmente
Na taça da dor

Mas ninguém entendia
E se tudo que eu dava
A cada volta deixava
Pedaços de coração.

Agora triste na encosta
Solitário e já vencido,
Eu quero me confessar,
Se essa boca mentia,
O amor que me oferecia,
Por aqueles olhos bruxos
Eu dava sempre mais

Era, para mim a vida inteira
Como um sol de primavera
Minha esperança e paixão,
Sabia, que no mundo não cabia
Toda a humilde alegria de meu pobre coração

Agora rolei declive abaixo
As ilusões passadas
Já não as posso arrancar

Sonho, com o passado que anseio
O tempo antigo que choro
E que nunca voltará…



Poema existencial

ponte

Não quero o céu de ontem
nem o sol de amanhã.
Eu sou isto
e a vida é agora.
O tempo me alcança
e a vida me vive.
Jamais fugir,
jamais fechar.
Jamais a nostalgia do passado,
jamais a impaciência do futuro.
Nem saudade nem utopismo:
nascer em cada manhã,
ser em mim,
sorrir em cada sorriso,
morrer em todo adeus.
Amar o presente
e viver minha vida
qualquer que ela seja.
Cidadão do agora
saber ser autêntico,
pertencer infinitamente
ou inexistir

Sérgio Antunes


Um autor, duas obras: Jules Worms

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Worms, Jules (1832-1914) - The music lesson

JULES WORMS

(Paris, França, 1832 – Paris, França, 25 de novembro de 1924)