Revista Virtual de Artes, com ênfase na pintura do século XIX

Pixinguina & Chorinho

Dia Nacional do Choro é comemorado em 23 de abril, em homenagem à data de nascimento de Pixinguinha, uma das figuras exponenciais da música popular brasileira, e em especial do choro.
 
Pixinguinha
(Compositor, instrumentista e arranjador)
23-4-1897, Rio de Janeiro (RJ)
17-2-1973, Rio de Janeiro (RJ)
Alfredo da Rocha Vianna Filho ou Pixinguinha, nome que mistura o dialeto africano "Pizin Din" (menino bom), dado por uma prima, com "Bexiguinha", por ter contraído bexiga, foi um dos músicos mais importantes da fase inicial da Música Popular Brasileira (MPB). Com um domínio técnico e um dom de improvisação encontrados nos grandes músicos de jazz, é considerado o maior flautista brasileiro de todos os tempos, além de um irreverente arranjador e compositor.
Leia mais sobre Pixinguinha…
 
 O choro é como um vestido de roda
Que não segue a moda, que a moda não dura.
O seu tecido é de fino novelo,
Parece um modelo da alta-costura."
(Paulo César Pinheiro)
 

CHORINHOGênero da música popular brasileira que surgiu em 1870, no Rio de Janeiro. Inicialmente não se caracterizou como estilo musical, mas pela forma abrasileirada com que músicos da época tocavam ritmos estrangeiros como polca, tango e valsa. Eles utilizavam, entre outros instrumentos, violão, flauta, cavaquinho, bandolim e clarinete, que dão à música um aspecto sentimental, melancólico e "choroso". O termo “Choro” passa, então, a denominar o estilo. Influenciado por ritmos africanos, como o batuque e o lundu, sua principal característica é a improvisação instrumental, especialmente com violão e cavaquinho. A função de cada instrumento na música varia de acordo com o virtuosismo dos componentes do conjunto, que podem assumir o papel de solo, contraponto ou as duas coisas alternadamente. 
 
 
Não há quem possa resistir
Quando o chorinho brasileiro faz sentir
Ainda mais de cavaquinho
Ou um pandeiro
E o violão na marcação
Brasileirinho chegou, a coisa apimentou
Com todo mundo a dançar
A noite inteira no terreiro
Até o sol raiar
Quando o baile terminou
A turma não ficou parada
Brasileirinho abafou
Até um velho que andava encostado
Nesse dia se acabou
Pra falar a verdade
Estava conversando
Com alguém de respeito
Ao ouvir aquele choro
Rebolei com jeito
E deixei o camarada
Falando sozinho
Gostei, pulei, dancei, gritei, até me acabei,
E nunca mais esquecerei
O tal chorinho, brasileirinho.
O brasileiro, quando é do choro
É entusiasmado
Quando cai no samba
Não fica abafado
E é um desacato
Quando chega no salão
Não há quem possa resistir
Quando o chorinho brasileiro faz sentir
Ainda mais de cavaquinho
Ou um pandeiro
E um violão na marcação.
(Brasileirinho-Waldir Azevedo)
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